Rodoviários da Monte Cristo paralisam atividades pelo 3º dia em Belém
Rodoviários paralisam Monte Cristo pelo 3º dia em Belém

A paralisação dos rodoviários da empresa Monte Cristo chegou ao terceiro dia nesta quarta-feira (22) e continua impactando o transporte público em Belém. Durante a manhã, trabalhadores interditaram um trecho da avenida Almirante Barroso, uma das principais vias da capital, provocando congestionamento e atrasos para motoristas e passageiros.

Oito linhas de ônibus comprometidas

Pelo menos oito linhas de ônibus seguem com a circulação comprometida. A interdição ocorreu no sentido Entroncamento, a partir da travessa Enéas Pinheiro. De acordo com a reportagem da TV Liberal, a cada cinco minutos apenas a faixa exclusiva do BRT era liberada para a passagem dos veículos.

Protesto na Senador Lemos

Após o protesto na Almirante Barroso, os manifestantes seguiram para a avenida Senador Lemos, em frente à sede da Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade de Belém (Segbel). No local, apenas uma faixa ficou liberada para o tráfego, obrigando motoristas a buscar rotas alternativas.

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Reivindicações dos rodoviários

Os rodoviários reivindicam o pagamento de três meses de salários atrasados, além do vale-alimentação e das férias. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Belém (Sintrebel), a paralisação ocorre diante da falta de pagamento dos direitos trabalhistas.

Posição da Segbel

A Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade informou que questões relacionadas aos salários e benefícios dos funcionários da Monte Cristo devem ser esclarecidas pela empresa e pelo sindicato patronal, por se tratarem de relações trabalhistas. A pasta informou ainda que iniciou o processo de cassação das ordens de serviço da empresa. Segundo a Segbel, a medida está em fase avançada e ocorre paralelamente à seleção de outras empresas do sistema de transporte coletivo que deverão assumir as linhas atualmente operadas pela concessionária. O objetivo, de acordo com a secretaria, é garantir a continuidade do serviço e reduzir os impactos para os usuários durante a transição.

O g1 solicitou posicionamento ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (Setransbel) sobre a paralisação e as reivindicações dos rodoviários e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem.

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