Pelo terceiro dia consecutivo, manifestantes bloquearam a BR-101 na Zona Oeste do Recife na manhã desta quinta-feira (9), exigindo do governo de Pernambuco o pagamento do auxílio emergencial de R$ 2,5 mil para famílias afetadas pelas fortes chuvas de maio. As interdições ocorreram no quilômetro 70 da rodovia, sentido Paulista, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Dois pontos de bloqueio simultâneos
Um dos protestos foi próximo ao Hospital da Mulher do Recife, em Jardim São Paulo, e durou até as 11h20. O outro aconteceu no final da Avenida Recife, embaixo do viaduto de acesso à Avenida Abdias de Carvalho, com liberação às 10h20. As manifestações fazem parte de uma série de ações que vêm ocorrendo desde terça-feira (7).
Na quarta-feira (8), dois protestos simultâneos interditaram as avenidas Recife e Mascarenhas de Morais, na Zona Sul da capital. Imagens enviadas ao g1 mostram manifestantes ocupando as pistas após atearem fogo em pneus e entulhos. Na terça-feira (7), as interdições ocorreram na Avenida Mascarenhas de Morais, na Imbiribeira, e na BR-101, na Caxangá.
Contexto do auxílio emergencial
O auxílio emergencial foi criado por lei estadual sancionada em 14 de maio pela governadora Raquel Lyra (PSD). A parcela única de R$ 2,5 mil é destinada a famílias de baixa renda cadastradas no Cadastro Único (CadÚnico) que tiveram perda total ou parcial do imóvel ou inutilização de mobiliário e eletrodomésticos essenciais devido às enchentes ou deslizamentos.
O investimento previsto é de R$ 8,7 milhões para atender até 3,5 mil moradores em 37 cidades do Grande Recife e da Zona da Mata. Para receber o benefício, as famílias precisam comprovar, por documento emitido pelo município, que a residência foi danificada exclusivamente pelas chuvas. Pessoas não cadastradas no CadÚnico ou com cadastro desatualizado devem ter atendimento prioritário para cadastramento.
O g1 entrou em contato com o governo de Pernambuco para esclarecer como está sendo realizado o pagamento, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. As chuvas de maio deixaram 27 cidades em situação de emergência, afetando milhares de famílias.



