O Procon-RJ autuou 46,5% dos postos de combustíveis fiscalizados em 2026, em um cenário de infiltração do crime organizado e sonegação fiscal bilionária no setor. Das 71 inspeções realizadas até julho, 33 resultaram em autuações e 18 em interdições, com foco na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. As operações integram uma força-tarefa contra facções e milícias que controlam parte do mercado de combustíveis, movimentando cerca de R$ 40 bilhões sob investigação.
Operações de fiscalização e resultados
As ações do Procon-RJ, realizadas em parceria com a Secretaria de Estado de Fazenda e a Polícia Civil, visam coibir irregularidades como adulteração de combustíveis, fraudes nos medidores e sonegação de impostos. Dos postos vistoriados, 33 foram autuados por descumprimento do Código de Defesa do Consumidor ou por irregularidades fiscais, enquanto 18 tiveram suas atividades interditadas parcial ou totalmente. Os fiscais encontraram bombas descalibradas, notas fiscais irregulares e até mesmo ligações com esquemas de lavagem de dinheiro.
Infiltração do crime organizado
O setor de combustíveis no Rio de Janeiro é alvo constante de facções criminosas e milícias, que utilizam postos para lavar dinheiro e controlar territórios. Segundo o Procon-RJ, as investigações apontam que parte dos postos autuados tem vínculos com organizações criminosas, que usam a venda de combustível como fachada para atividades ilícitas. A sonegação fiscal no setor é estimada em bilhões de reais, afetando a arrecadação do estado e a concorrência com postos regulares.
Impacto no consumidor e medidas futuras
As irregularidades nos postos também prejudicam diretamente os consumidores, que pagam por combustível adulterado ou com quantidade inferior à indicada. O Procon-RJ alerta que a população deve denunciar suspeitas de irregularidades pelo Disque 151. Para os próximos meses, a autarquia planeja ampliar as fiscalizações para o interior do estado, com foco em postos localizados em áreas dominadas por milícias. A operação faz parte de um esforço coordenado entre órgãos estaduais e federais para combater o crime organizado no setor de combustíveis.



