Em meio à greve dos servidores municipais, o prefeito de Taubaté, Sérgio Victor (Novo), apresentou a situação financeira do município. De acordo com os dados mais recentes do Portal do Tesouro Nacional Transparente, a cidade possui uma dívida de R$ 235,7 milhões com a União. Somando os valores devidos ao Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), o total chega a R$ 400 milhões. Os números colocam Taubaté na 12ª posição entre as cidades com maior dívida com o Governo Federal, conforme a prefeitura.
Essa é a justificativa do prefeito Sérgio Victor para não conceder o aumento desejado pelos servidores. "Neste ano é impossível (conceder o reajuste pedido), pelo menos até agora. Temos uma perspectiva otimista de aumento de receita e estamos trabalhando. Uma das coisas que pedimos ao sindicato é tempo. Não estamos dizendo não para sempre", explicou Sérgio Victor.
A administração ofereceu 2,5% de aumento aos funcionários, valor bem abaixo do reajuste de 9,43% solicitado pela categoria. Por outro lado, o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Taubaté entende que a cidade tem margem para oferecer um aumento maior. "O gasto com pessoal na prefeitura é de 42% atualmente, enquanto o limite de alerta da Lei de Responsabilidade Fiscal é de 48,60%. O município gasta muito menos com os servidores do que a lei prevê", afirmou Rosalba Ramos, presidente do sindicato.
Greve dos servidores
A paralisação dos servidores municipais completou 11 dias nesta sexta-feira (12) e continua impactando os serviços públicos. Segundo o sindicato, a principal reivindicação é a reposição da inflação acumulada desde o último reajuste salarial, concedido em 2024. Os servidores pedem recomposição de 9,43% nos salários. Na quarta-feira (10), a categoria decidiu manter a paralisação após rejeitar a proposta da prefeitura durante assembleia na Avenida do Povo.
A prefeitura propôs reajuste de 2,5%, com aplicação prevista para o próximo ano, proposta que não foi aceita pelos trabalhadores. Na semana passada, a Justiça determinou que pelo menos 70% dos servidores permaneçam em atividade durante a greve para garantir a continuidade dos serviços essenciais. A prefeitura e o sindicato devem voltar a se reunir na próxima segunda-feira (15), em uma audiência de conciliação marcada pela Justiça, na tentativa de chegar a um acordo e encerrar o movimento.



