Emanuel Lohan Alves de Lima, de 3 anos, luta contra o avanço da escoliose em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Ele nasceu prematuro, com apenas 670 gramas, após uma gestação de 25 semanas, em 24 de dezembro de 2022. Devido à lotação dos hospitais da cidade, a mãe foi encaminhada pelo SUS para a Santa Casa de Votuporanga (SP).
Diagnóstico e desafios
Maria Fernanda Alves, de 27 anos, conta que a gravidez transcorria normalmente até ela apresentar sinais de pressão alta. “Eu passei mal na sexta-feira e no sábado. Depois, descobrimos uma pré-eclâmpsia e ele nasceu”, relata. Por causa do baixo peso, Emanuel ficou 94 dias na UTI pediátrica e mais sete dias no quarto da Santa Casa.
As expectativas médicas eram baixas. “Os médicos diziam que a chance de ele sobreviver era de apenas 10%. Era considerada quase impossível sua sobrevivência”, lembra a mãe.
Tratamento e evolução
A prematuridade causou atraso no desenvolvimento motor. Emanuel iniciou terapia na Associação de Reabilitação da Criança Deficiente (ARCD) em São José do Rio Preto. No ano passado, veio o diagnóstico de escoliose. “A escoliose é comum em crianças que têm esse atraso como ele. Hoje, ele ainda não senta e é hipotônico (tem diminuição de tônus muscular)”, explica Maria Fernanda.
O principal objetivo do tratamento é evitar o agravamento do desvio na coluna. A família recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e Emanuel faz acompanhamento por plano de saúde particular. A mãe, que deixou o trabalho de cuidadora para se dedicar ao filho, mantém o otimismo: “Ele é meu tudo. Independente das dificuldades, a vida sem ele não faria sentido”.



