O couvert é o abre-alas que vem antes mesmo da entradinha, perfeito para ser compartilhado e, por vezes, acompanha toda a refeição. Presente até na tradicional “fare la scarpetta”, quando se pega um pedacinho de pão para limpar o prato e finalizar com chave de ouro. Se você é do time que está acostumado a negar o couvert, vem com a gente que te fazemos mudar de ideia com opções deliciosas e completonas por São Paulo.
O que não pode faltar em um couvert?
No A Bela Sintra, além dos pães feitos na casa, as friturinhas refletem o melhor da culinária portuguesa. O restaurateur Carlos Bettencourt afirma que o bolinho de bacalhau e os pães são itens “muito tradicionais para a culinária portuguesa”.
Já no Chiado, o bacalhau é fundamental no couvert. “Ele precisa estar presente em todas experiências do cliente, é uma matéria-prima essencial, afinal, somos uma casa portuguesa”, diz o sócio Miguel Carrilho. No Varanda, o que não poderia faltar é justamente o couvert em si, “bem tradicional em churrascarias” e uma reverência à cultura das casas de carne paulistanas. “No D.Inner, buscamos trazer um pouco dessa tradição, com elementos que costumam marcar o começo de um churrasco”, completa o chef da casa.
Couvert X entrada: qual a diferença?
Para Carlos Bettencourt, “a entrada é uma escolha individual, particular de cada cliente, não foi criado para ser divido pela mesa, apesar de poder. É o couvert que faz as vezes do compartilhamento por toda a mesa”.
Já Miguel Carrilho Bettencourt acredita que o couvert faz parte de uma experiência maior, em vários passos. “É uma cadeia de experiências, primeiro vem o couvert, depois a entrada – que seria um mini prato principal –, daí vem o prato e, por fim, a sobremesa”, abrindo espaço para essa etapa inicial em um menu que normalmente é pensado em três tempos.
Onde comer ótimos couverts em SP?
A Bela Sintra
No A Bela Sintra, uma única pessoa fica responsável pelo preparo do couvert, “harmonizando tudo para que saia fresco, organizado visualmente e com a temperatura correta”, diz o restaurateur. Ele chega à mesa completíssimo: cesta de pães quentinhos e assados na hora inclui croissants e torradas. Para acompanhar, queijos artesanais, patê de choriço português, foie gras com triturados de figo e manteiga. Há também friturinhas, como os famosos bolinhos de bacalhau, rissóis de camarão e croquetes de carne. Tudo por R$ 42 (almoço) e R$ 51 (jantar), valor por pessoa. Onde é: @restauranteabelasintra | R. Bela Cintra, 2325 – Jardim Paulista.
Varanda Grill e Varanda D.Inner
“O couvert é algo servido logo no começo da experiência, então, enquanto você está decidindo o que vai comer, já pode ir petiscando. É quase como receber alguém em casa com uma mesinha de frios e pães, sabe? É uma forma de dar início à refeição”, declara Fabio Lazzarini, chef do Varanda D.Inner. Além do pão de queijo, também vem queijo coalho acompanhado por goiabada cremosa – o famoso Romeu e Julieta abrindo os trabalhos à mesa de um jeito brasileiríssimo. Dois patês completam a experiência: um de gorgonzola com melado de cana e uma coalhada de ovelha finalizada com azeite e pimenta-rosa. O couvert sai a R$ 30. Onde é: @varandadinner; @varandagrill | Rua Prudente Correia, 432 – Jardim Europa; R. Gen. Mena Barreto, 793 – Jardim Paulista; JK Iguatemi: Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 – 321B – Itaim Bibi.
Chiado
Por R$ 41, o couvert inclui pães variados, queijo branco feito na casa e uma saladinha de bacalhau com grão-de-bico ou feijão fradinho. Patês variados, coalhada seca com fio de azeite e bolinhos de bacalhau também fazem parte. O sócio do Chiado revela que a escolha por esses itens vem da vontade de misturar a cultura brasileira e portuguesa. “Tem o pão com manteiga bem brasileiro junto com a saladinha e bolinhos de bacalhau, tradição portuguesa”, por exemplo. Onde é: @chiadobarerestaurante | Av. Jurucê, 776 – Indianópolis.
Blaise
Cortesia da casa, o couvert do Blaise é, na verdade, chamado de “serviço de pão”. O creme de ricota de búfala com óleo de cebolinha é o destaque, cremoso e bem fresco, e vai bem com o pão de fermentação natural feito com milho crioulo e chia. Além do queijo, há manteiga fermentada finalizada com flor de sal e azeite brasileiro. Tudo combinando a cozinha de inspiração francesa a toques de Brasil. Onde é: @rosewoodsaopaulo | R. Itapeva, 435 – Bela Vista.
Maní
O restaurante de Helena Rizzo é conhecido por muitas delícias, mas o biscoito de polvilho é, de longe, a mais famosa de todas. Seja na Padoca do Maní ou no próprio restaurante, esse é um item de desejo de todos que passam pelas portas da chef. No couvert, esse item aclamado está incluso e vem ao lado de pão de longa fermentação, manteiga artesanal com flor de sal e azeite extravirgem brasileiro. Sai a R$ 36 por pessoa. Onde é: @manimanioca | R. Joaquim Antunes, 210 – Jardim Paulistano.



