Operação em terra Ashaninka no AC após denúncia de invasão e ameaças
Operação em terra Ashaninka no AC após invasão e ameaças

Uma denúncia de invasão e ameaças por um grupo armado na Aldeia Apiwtxa, na Terra Indígena (TI) Ashaninka, no Rio Amônia, em Marechal Thaumaturgo, interior do Acre, desencadeou uma operação do Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron) iniciada no dia 7 de julho. Até o momento, não houve prisões.

Invasão ocorreu após restrição de circulação

Segundo as lideranças indígenas, a invasão com ameaças aconteceu nos dias 5 e 6 de julho, motivada por uma restrição à circulação de não indígenas nas TIs da região. A medida foi adotada devido à alta incidência de tráfico de drogas, desmatamento e garimpo ilegais na área.

"A gente está em um momento de muita tensão aqui por conta do cenário, do contexto de invasão ao nosso território", declarou Francisco Piyãko, um dos líderes Ashaninka.

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Operação do Gefron e apoio do Exército

Após receber a denúncia, a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) enviou agentes do Gefron ao local no dia 7 de julho em um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer). A resposta inclui patrulhamento rural na aldeia e patrulhamento fluvial com apoio dos indígenas.

No dia 9, uma segunda equipe foi deslocada para a área. Os agentes se reuniram com as lideranças indígenas, enquanto a Sejusp trata do alinhamento institucional com agências federais e o Ministério Público Federal (MPF-AC).

Conforme a secretaria, agentes do Exército Brasileiro também passaram a integrar a operação. Haverá patrulhamento fluvial até o Marco 40, na fronteira com o Peru, para garantir a circulação somente de pessoas autorizadas nos territórios.

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