Governo do RJ extingue Secretaria de Energia e Economia do Mar
Governo do RJ extingue Secretaria de Energia do Mar

O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, extinguiu a Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar (Seenemar). A decisão foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (22), como parte de uma série de medidas de reestruturação da administração estadual.

Mudança na estrutura administrativa

Com a extinção, a Seenemar deixa de existir como secretaria independente e passa a funcionar dentro da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (Sedeics). Até a nomeação de um novo titular para a pasta unificada, o secretário de Fazenda, Guilherme Mercês, acumulará as duas funções.

A Seenemar vinha sendo associada politicamente ao deputado estadual Alexandre Knoploch (PL). A pasta tinha executivos indicados pelo parlamentar, que chegou a participar de eventos oficiais da secretaria. Knoploch, no entanto, sempre negou qualquer ingerência na gestão.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Contexto de investigações

A extinção da secretaria ocorre dias após o governo promover mudanças no Instituto Rio Metrópole (IRM), alvo da Operação Ouroboros, do Ministério Público do Rio. Na segunda-feira (20), onze dias após a operação, Ricardo Couto já havia exonerado a cúpula do IRM, dispensando 14 dirigentes da autarquia, entre eles o então presidente Davi Perini Vermelho, o Didê; o diretor de Planejamento e Projetos, Maurício Silva Knoploch dos Santos, pai do deputado Alexandre Knoploch; o diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado, Franquis Dias Nepomuceno; e a gestora de contratos Amanda Íthala Santos da Paschoa, nora de Maurício e cunhada de Knoploch. Os quatro estão entre os presos na investigação.

Ainda nesta quarta-feira, Couto também determinou a exoneração de 30 servidores ligados ao instituto.

Detalhes da denúncia

Segundo a denúncia do Ministério Público, 11 investigados são acusados de organização criminosa, corrupção passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro em um contrato de R$ 86 milhões do instituto. De acordo com a investigação, empresas contratadas pelo IRM teriam firmado subcontratos considerados fictícios para desviar recursos públicos. Parte do dinheiro, segundo o MP, era sacada em espécie por Caroline Soares Barros, conhecida como "Mulher da Mala", também presa na operação.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar