Gestante denuncia demora e falha em hospital de Teresópolis
Gestante denuncia demora e falha em hospital de Teresópolis

Em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, uma gestante denunciou demora e falha no atendimento no Hospital das Clínicas de Teresópolis (HCT). Roberta Barcelos, que estava grávida, relatou que esperou por três horas para receber medicação e, diante da situação, procurou outra unidade de saúde, onde foi constatado um aborto espontâneo.

O ocorrido

Na quinta-feira, 16, Roberta começou a ter um sangramento em casa e procurou o Hospital das Clínicas. Segundo ela, precisou esperar mais de duas horas pelo primeiro atendimento. Após aguardar cerca de uma hora para receber a medicação indicada pelo médico, afirmou que teve uma reação ao remédio e criticou o que considera uma falha no acolhimento.

“Quando eu fui atendida pelo médico, ele disse que meu colo do útero estava fechado e que teria que esperar 15 dias para saber se eu estava tendo um aborto ou não. Fui medicada quase uma hora depois, tive reação ao remédio, mas o médico havia saído para fazer um parto e me deixou sozinha. Foi traumático demais”, relatou Roberta.

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A resposta do hospital

Procurado pelo g1, o Hospital das Clínicas de Teresópolis informou que a paciente foi atendida dentro do prazo previsto pela classificação de risco e que recebeu medicação 22 minutos após o início do atendimento. Segundo a unidade, não houve registro de sinais de reação ao medicamento e a conduta médica adotada seguiu protocolos internacionais. Ainda de acordo com o hospital, a paciente deixou a unidade à revelia, às 16h47, mesmo após ter sido orientada sobre os riscos.

Roberta, no entanto, afirma que os horários e as informações sobre sua reação ao remédio descritos na nota do hospital não condizem com o que aconteceu. Até o momento do fechamento desta reportagem, não havia sido feita uma reclamação formal junto ao hospital para que o caso seja apurado novamente pela unidade.

Impacto e desdobramentos

A denúncia de Roberta levanta questões sobre a qualidade do atendimento em unidades de saúde pública. A demora no atendimento, a falta de acolhimento e a discrepância entre o relato da paciente e a versão do hospital evidenciam a necessidade de uma apuração rigorosa. O caso também ressalta a importância de um protocolo claro para situações de emergência obstétrica, onde o tempo é crucial.

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