Gata perdida é reconhecida na TV e une antiga e nova tutora em MG
Gata perdida é reconhecida na TV e une tutoras em MG

No dia 18 de maio, a dona de casa Mônica Aparecida do Couto, de 43 anos, assistia ao telejornal MG1 da TV Integração em Uberlândia quando viu uma imagem que a fez saltar do sofá. A gatinha Tetê, desaparecida havia mais de um ano, apareceu na tela em uma foto enviada por uma telespectadora. “Meu filho até engasgou: ‘Mãe, é a Tete!’. Eu falei: ‘Meu Deus, é mesmo!’. A gente tirou até foto da TV para confirmar com calma depois”, contou Mônica.

Reconhecimento pela manchinha e mensagem ao vivo

A suspeita se confirmou quando a apresentadora Vanessa Carlos leu a mensagem que acompanhava a imagem: “Come, dorme e bate as patas nos horários dela. Apareceu aqui há um ano e ficou”. A gata tinha uma manchinha perto da boca, característica única que Mônica reconheceu de imediato. “Seria muita coincidência se não fosse ela”, disse.

Mônica contatou a produção da TV Integração, que intermediou o contato com Rosângela Borges, aposentada de 73 anos, tutora da gata, que ela chamava de Lua. “Ela ficava me olhando, dando aquelas mordidinhas. Aí eu falei ‘toca aqui’, e ela deu a pata. Achei bonitinha, tirei uma foto e mandei pra TV. E a Mônica estava vendo. Nem passava pela minha imaginação uma história dessa”, relembrou Rosângela.

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Encontro emocionante e decisão conjunta

Dias depois, as duas se encontraram na casa de Rosângela. “Pelo miado eu sabia que era ela. Primeiro, ela ficou arisca, mas depois lambeu minha mão, me reconheceu. Foi emocionante, um chororô danado”, relembrou Mônica. Apesar da emoção do reencontro, ambas decidiram que a gata – agora chamada Lua – continuaria com Rosângela. “Fizemos um acordo porque eu vi que ela é muito bem tratada, muito mimada. Eu vi que ela tinha perdido um cachorro há pouco tempo e a gata chegou para ajudar ela a se recompor dessa perda”, explicou Mônica.

História da gata: de resgate a fuga

A trajetória de Tetê começou em dezembro de 2022, quando Mônica a resgatou da rua, no bairro Alto Umarama. A felina estava desnutrida, pesando apenas 300 gramas. No fim de fevereiro de 2025, ela fugiu durante a noite. “A gente procurou nas ruas, colocou em grupos do WhatsApp, sofremos muito. Mas chegou um momento em que já tínhamos perdido a esperança”, contou Mônica.

A cerca de cinco quilômetros dali, no bairro Santa Mônica, Rosângela ainda lidava com a perda de seu dálmata, companheiro de 12 anos, quando em abril de 2024 uma gatinha apareceu em seu telhado. “Ela ficou lá de cima me olhando. No começo, ela ficava arisca, aí eu colocava leite e saía. Depois ela vinha e bebia. Foi passando o tempo, ela foi chegando, chegando, chegando e ficou. Eu nunca imaginei que teria um gato”, contou. Rosângela fez roupinhas para aquecê-la e a levou ao veterinário, onde descobriu que já era castrada. Deu-lhe o nome de Lua.

Amizade que nasceu do acaso

Desde o reencontro, Mônica e Rosângela mantêm contato diário. “Todos os dias ela manda foto”, disse Mônica. Rosângela, que nunca pensou em ter um gato, agora não se vê sem Lua. “Ela dorme no corredor, que é coberto. Tem ração, leite, água, três caixas para escolher onde vai querer dormir. E é um grude comigo, eu fico impressionada. Eu só tenho medo de acontecer alguma coisa, sabe? Mas eu sei que, se precisar, tem a Mônica”, finalizou a aposentada.

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