Frentes frias trazem águas-vivas e caravelas para praias de SP
Frentes frias trazem águas-vivas e caravelas a SP

Frentes frias, alterações nos ventos e a entrada de águas do Sul criam correntes que transportam águas-vivas e caravelas para perto da costa da Baixada Santista, em São Paulo. O fenômeno é comum no inverno, mas exige cuidado redobrado dos banhistas, segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar).

Ocorrências recentes e relatos de banhistas

O porta-voz do GBMar, Eduardo Campanhola, afirmou à TV Tribuna que os últimos dias registraram diversas ocorrências de pessoas lesionadas por águas-vivas. A corporação prestou atendimentos e auxílios a banhistas feridos, embora esses casos não sejam contabilizados estatisticamente.

O gerente comercial Marcelo Marcelino, ferido há 25 anos, descreveu a lesão: "Inflamou, ficou tudo vermelho [...] Foi feio". Já o ator Gabriel Ábila, ferido nesta semana entre os canais 5 e 6 em Santos, relatou ardência fraca no braço e na perna que passou após algumas horas. Sabrina de Souza Camelo, 28 anos, foi lesionada na Praia do Guaiúba, em Guarujá. Ela contou ao g1 que sentiu ardência no pé e na panturrilha, e só viu a marca — "um vergão e umas bolinhas" — após sair do mar. "Nunca tinha passado por isso", disse a jovem, que mora na capital e estava a passeio.

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Orientações do GBMar e riscos

O GBMar alerta que mesmo águas-vivas mortas na areia podem causar queimaduras e irritações, pois seus tentáculos mantêm a toxina. Em caso de dor, ardência ou irritação, a orientação é procurar postos de guarda-vidas ou serviços de saúde para avaliação e tratamento adequado.

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