Galpão no SIA é devolvido em estado de destruição total
O proprietário de um galpão localizado no Setor de Indústrias e Abastecimento (SIA), no Distrito Federal, relatou ter recebido o imóvel de volta completamente destruído, após nove anos de locação. Segundo o dono, José Eduardo Afonso, servidor público, as paredes foram demolidas, o telhado foi removido e diversos itens da estrutura foram levados, resultando em um prejuízo superior a R$ 400 mil. A Polícia Civil do Distrito Federal abriu inquérito para investigar o caso.
Inquilino nega responsabilidade pelos danos
O ex-inquilino, identificado como Roger, negou ser o responsável pelos danos. Em declaração à TV Globo, ele afirmou: "Eu contratei um pessoal pra fazer a mudança. Alguém vandalizou lá. Não fui eu." O galpão, que possui 3 mil metros quadrados, funcionava como um centro automotivo durante o período de locação.
Motivo da desocupação: aluguel não pago
José Eduardo Afonso explicou que solicitou a desocupação do imóvel porque o inquilino deixou de pagar o valor reajustado do aluguel, que havia subido de quase R$ 15 mil para R$ 22 mil. Na segunda-feira (20), ao receber as chaves de volta, o proprietário se deparou com o cenário de devastação.
Itens furtados e estrutura comprometida
Além das paredes derrubadas e do telhado removido, foram levados vidros da entrada, interruptores, tomadas, aparelhos de ar condicionado, pias, vasos sanitários e ferragens estruturais. "Eu encontrei pessoas tirando coisas, serrando o pé do telhado. Encontrei a ausência do telhado. As paredes todas detonadas, derrubadas", descreveu José, visivelmente abalado.
Responsabilidade legal do inquilino
O advogado imobiliário Leonardo Freitas esclareceu que, em situações como essa, a responsabilidade pelos danos ao imóvel recai sobre o inquilino, mesmo que a locação tenha sido intermediada por uma imobiliária. "A imobiliária simplesmente faz a arrecadação do aluguel, faz a fiscalização se estão sendo pagos os tributos. Ela não pode ser responsabilizada, por exemplo, pelo vandalismo, a não ser que ela tenha participação", explicou o especialista.



