Cesta básica em Macapá sobe para R$ 717,46 em junho com alta de 0,10%
Cesta básica em Macapá sobe para R$ 717,46 em junho

O valor médio da cesta básica em Macapá subiu para R$ 717,46 em junho, um aumento de 0,10% em relação a maio, segundo pesquisa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada nesta quarta-feira (8). No primeiro semestre de 2026, a cesta acumula alta de 10,18%, enquanto nos últimos 12 meses o avanço chega a 7,87%.

Oito produtos ficaram mais caros entre maio e junho

O levantamento mensal mostra que oito dos 12 alimentos pesquisados tiveram aumento de preço. Os destaques de alta foram: açúcar cristal (5,98%), café em pó (5,37%), arroz agulhinha (5,08%), feijão carioca (4,38%), farinha de mandioca (2,93%), manteiga (1,59%), tomate (0,55%) e banana (0,50%). O óleo de soja manteve-se estável no período.

Por outro lado, três itens apresentaram queda: carne bovina de primeira, leite integral e pão francês ficaram mais baratos em junho na comparação com maio.

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Café sobe apenas em Macapá e Natal entre 27 capitais

O café em pó, que registrou baixa em 25 capitais brasileiras, teve alta em Macapá e em Natal. Segundo a pesquisa, esse movimento localizado contribuiu para pressionar o custo da cesta na capital amapaense.

Acumulado de 12 meses: feijão lidera altas; açúcar e leite caem

Nos últimos 12 meses, o feijão carioca registrou o maior aumento entre todos os produtos da cesta básica em Macapá. Também acumularam altas o tomate, a farinha de mandioca, o pão francês, a banana, o café, o óleo de soja e a carne bovina. Em contrapartida, açúcar, arroz, manteiga e leite integral ficaram mais baratos em comparação com junho de 2025.

Primeiro semestre de 2026: feijão, tomate e farinha lideram

No acumulado do primeiro semestre de 2026, o feijão, o tomate e a farinha de mandioca são os itens que mais subiram. Já açúcar, óleo de soja, arroz e café registraram queda de preço no período.

Trabalhador precisa de mais de 97 horas para comprar a cesta

Com o preço da cesta em R$ 717,46, um trabalhador de Macapá que recebe salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 97 horas e 22 minutos para adquirir os alimentos básicos, o que equivale a 47,85% da renda líquida, já descontada a contribuição para a Previdência Social. Em maio, eram necessárias 97 horas e 16 minutos; em junho de 2025, 96 horas e 24 minutos.

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