Angra dos Reis enfrenta protestos contra taxa de turismo na Ilha Grande
Angra dos Reis: protestos contra taxa de turismo na Ilha Grande

Protestos contra a nova taxa de turismo em Angra dos Reis

A prefeitura de Angra dos Reis, localizada no sul do Rio de Janeiro e conhecida por seu potencial turístico, está enfrentando forte oposição da população após implementar a cobrança da Taxa de Turismo Sustentável (TTS) para todos os visitantes da Ilha Grande. A taxa, que varia entre R$ 50 e R$ 100, entrou em vigor neste mês de junho.

De acordo com a legislação municipal, os recursos arrecadados serão destinados ao financiamento da infraestrutura turística e ao custeio das atividades da TurisAngra e do Instituto Municipal do Ambiente de Angra dos Reis. O pagamento da TTS garante ao turista o direito de permanência por até 30 dias. Caso a estadia ultrapasse esse período, uma nova taxa deverá ser paga. A prefeitura já anunciou que os valores serão reajustados em 2027.

Reações da população e do setor turístico

Desde maio, moradores e representantes dos setores de turismo e hotelaria vêm realizando protestos no principal destino turístico de Angra dos Reis, a Ilha Grande. Uma das principais queixas dos manifestantes é a falta de diálogo prévio da prefeitura com os setores que serão diretamente afetados pela possível redução no número de visitantes.

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Na madrugada do dia 1º de junho, totens destinados ao pagamento da taxa foram incendiados no cais da Vila do Abraão, na Ilha Grande. A prefeitura classificou o ato como “incêndio criminoso”. Além disso, barcos impediram a entrada e saída de embarcações particulares que fazem a travessia entre Angra dos Reis e a Ilha Grande. Desde o episódio, o policiamento foi reforçado nos cais onde ocorreram os bloqueios e o incêndio.

Contestação pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro

A taxa também gerou uma manifestação do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). A corte deu um prazo de cinco dias úteis para que a Fundação de Turismo de Angra dos Reis se manifeste sobre o contrato firmado com a Cashpago, uma fintech responsável pelo sistema de arrecadação. O prazo se encerra nesta sexta-feira (12).

De acordo com a Folha de S.Paulo, o contrato entre a prefeitura e a empresa foi realizado sem licitação. Segundo a TurisAngra, a gestão consultou informalmente outras empresas, mas optou pela Cashpago por considerá-la a opção “mais completa”. Em contrapartida, a fintech receberá 12% de todas as transações realizadas.

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