Mais de 212 mil eleitores facultativos na Baixada Santista
212 mil eleitores facultativos na Baixada Santista

Voto facultativo na Baixada Santista

Mais de 200 mil eleitores da Baixada Santista terão direito ao voto facultativo nas eleições estaduais e federais de outubro deste ano, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número de votantes opcionais representa cerca de 14,7% de todos os eleitores das nove cidades da região.

No Brasil, o voto é obrigatório para maiores de 18 anos e facultativo para os analfabetos, maiores de 70 e jovens de 16 e 17 anos. A obrigatoriedade do voto está prevista no artigo 14, parágrafo 1º, da Constituição Federal.

Números por cidade

Segundo levantamento do TSE, a Baixada Santista possui 212.636 eleitores facultativos entre as 1.446.189 pessoas aptas a votar. Santos é a cidade com mais votantes facultativos, com 64.657 pessoas que podem escolher entre ir às urnas ou não. O município também é o que possui a maior quantidade de eleitores registrados na região.

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  • Santos: 64.657
  • Praia Grande: 39.864
  • São Vicente: 35.138
  • Guarujá: 30.846
  • Itanhaém: 11.826
  • Peruíbe: 8.648
  • Cubatão: 8.638
  • Mongaguá: 7.174
  • Bertioga: 5.845

Desafio de converter facultativos

Para o cientista social, escritor e mestre em Direito, Alexandre Gossn, o voto faz parte de uma questão emocional e de persuasão do eleitor. Há estratégias que podem ser utilizadas para converter os votos facultativos em eleitores. Porém, segundo ele, o eleitorado passa por um desencanto com a democracia.

“O grande desafio dos políticos, em um momento de grande desencanto (dos eleitores) com a democracia, é convencê-lo de que o seu voto ainda faz a diferença [...] A mobilização política e as campanhas vão ter que passar por mobilizar emocionalmente e afetivamente esse eleitorado”, disse Alexandre Gossn.

Impacto das redes sociais e IA

Segundo ele, há uma diferença no impacto das propagandas políticas de acordo com a idade. As pessoas mais jovens acabam sendo as mais impactadas pelas redes sociais, ferramenta que se tornou muito utilizada durante o processo eleitoral. O especialista lembrou de outros momentos da história onde a divulgação midiática era feita somente por jornais impressos, o rádio e a televisão. As redes sociais apareceram com funções capazes de atingir públicos específicos. Além disso, elas ganharam mais uma companhia: a Inteligência Artificial.

“Com a adoção das redes sociais e do feed personalizado, para cada ser humano, para cada eleitor, para cada cidadão, você tem a criação das bolhas. Então, o político consegue mandar diversas mensagens para públicos diferentes segmentados. E, agora, nós temos mais um ponto de inflexão, que é a inteligência artificial”, explicou.

Voto por afeto

Para Alexandre, a questão emocional ainda é a que faz a diferença. “Ambos (jovens e de maior idade) vão votar por afeto. A diferença, talvez, sejam os meios pelos quais você vai convencer um ou o outro, segundo a tecnologia que cada um utiliza”, completou.

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