A polícia da Bahia está à procura de Flavio dos Santos Fraga, um homem de 42 anos suspeito de utilizar a identidade de um médico para aplicar golpes em empresas de diferentes estados. A investigação, conduzida pela Polícia Civil, revelou que o suspeito também empregava imagens produzidas por inteligência artificial (IA) para dar credibilidade às fraudes. A Operação DeepFake, deflagrada na quarta-feira (29), cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, em Salvador, onde um celular foi apreendido. Ele é considerado foragido.
Modus operandi do golpista
De acordo com as autoridades, Flavio dos Santos Fraga utilizava a identidade de um médico de Teixeira de Freitas, cidade no extremo sul da Bahia, para comprar medicamentos, insumos e equipamentos médicos em empresas de vários estados. Para isso, ele apresentava documentos falsos, receitas médicas adulteradas e imagens geradas por inteligência artificial, além de outros recursos tecnológicos para convencer as vítimas. A polícia acredita que o suspeito já tenha passagem por crimes patrimoniais com modus operandi semelhante.
Consequências legais
Flavio teve a prisão temporária convertida em preventiva e poderá responder por estelionato, falsidade ideológica, uso de documento falso e associação criminosa. A polícia continua as investigações para identificar possíveis cúmplices e outras vítimas. Caso seja capturado, o suspeito poderá enfrentar penas que, somadas, ultrapassam 10 anos de reclusão.
Impacto da tecnologia deepfake
O caso é um exemplo do uso crescente de inteligência artificial para fins criminosos. Deepfakes – imagens, áudios ou vídeos manipulados por IA – têm sido empregados em golpes em todo o mundo, exigindo que autoridades e empresas reforcem a verificação de identidade. No Brasil, a Polícia Civil tem intensificado operações para combater esse tipo de fraude, como a Operação DeepFake, que visa desarticular redes de estelionato com uso de tecnologia.
Orientações para empresas
A polícia orienta que empresas do setor de saúde e farmacêutico verifiquem cuidadosamente a autenticidade de documentos e receitas antes de realizar vendas. Em caso de suspeita, devem contatar os conselhos regionais de medicina ou a própria polícia. A população também deve ficar atenta a ofertas ou pedidos suspeitos envolvendo profissionais de saúde.



