O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na terça-feira (28) que o governo pretende retirar a subvenção da gasolina caso o preço do petróleo caia, em entrevista ao programa É Notícia, da RedeTV!.
“Se o preço do petróleo cair, vamos tirar o subsídio. Se tivermos uma redução maior [dos preços do petróleo], vamos tirar porque temos que voltar para a situação anterior”, disse Durigan, ao ressaltar o caráter excepcional da medida, que foi adotada como forma de aliviar a alta das cotações do petróleo decorrente da guerra no Oriente Médio.
Contexto econômico e medidas do governo
Em relação à economia brasileira, o ministro defendeu a importância da diminuição dos gastos obrigatórios e da redução dos juros, com o objetivo de “unir setor privado e setor público”. Durigan destacou que a inflação atual é menos da metade da que foi observada em 2022, indicando uma melhora significativa no controle de preços.
“O tema da eleição é manter inflação, garantir inflação baixa”, afirmou o ministro, enfatizando que a prioridade no debate eleitoral deve ser mantê-la controlada. Ele citou também o mercado de trabalho como indicador de melhora da economia, com o desemprego na mínima histórica, e afirmou que é preciso “dar estabilidade” ao cidadão brasileiro.
Impacto da guerra no Oriente Médio
A subvenção da gasolina foi implementada como uma medida temporária para mitigar os efeitos da alta dos preços do petróleo, que foram impulsionados pelo conflito no Oriente Médio. Com a possível redução das cotações internacionais, o governo vê espaço para retornar à política anterior de preços, sem subsídios.
Além disso, Durigan confirmou a prorrogação do programa Desenrola até o fim da vigência da Medida Provisória, em 31 de agosto, o que representa uma extensão de quase 30 dias para a renegociação de dívidas. A medida visa aliviar o endividamento das famílias brasileiras em um momento de recuperação econômica.
Perspectivas fiscais e monetárias
O ministro também defendeu a redução dos gastos obrigatórios como forma de equilibrar as contas públicas e permitir uma política monetária mais flexível. A diminuição dos juros, segundo Durigan, é fundamental para estimular o investimento privado e impulsionar o crescimento econômico.
“Precisamos unir setor privado e setor público para gerar emprego e renda”, disse o ministro, reforçando a importância de um ambiente de negócios estável e previsível. Com a inflação sob controle e o desemprego em baixa, o governo acredita que a economia brasileira está no caminho certo, mas ainda há desafios a serem enfrentados.
Em suma, a eventual retirada do subsídio da gasolina dependerá diretamente da trajetória dos preços do petróleo no mercado internacional. O governo monitora de perto as cotações e está preparado para agir conforme a necessidade, sempre priorizando a estabilidade econômica e o bem-estar da população.



