Revisão do Plano de Manejo proíbe novas pousadas em Fernando de Noronha
Revisão do Plano de Manejo proíbe novas pousadas em Noronha

Revisão do Plano de Manejo reforça controle da ocupação em Fernando de Noronha

A revisão do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) de Fernando de Noronha foi concluída e traz uma mudança importante: a proibição da construção de novas pousadas, restaurantes e outros empreendimentos na chamada zona de produção. O documento estabelece regras para ocupação e uso do território e foi revisado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) com a participação do governo do estado e dos moradores da ilha.

Segundo a chefe do ICMBio em Fernando de Noronha, Lilian Hangae, o órgão tem recebido solicitações para autorização de instalação de novos negócios na área. “O ICMBio tem recebido pedidos de licença para a construção de meios de hospedagem na zona de produção, mas todos foram negados. Fernando de Noronha sofre pressão constante para ampliar a ocupação do território. Existe cobiça por essas áreas porque ainda há espaços livres, mas essa região não está disponível para novos empreendimentos”, afirmou Lilian Hangae.

A representante do ICMBio explicou que a área continuará podendo ser usada para atividades ligadas à produção rural. “Será permitida a construção de residências para permissionários e seus descendentes diretos. Também poderão ser implantadas estruturas de apoio à atividade agropecuária, como barracões, oficinas, viveiros e espaços para comercialização dos produtos cultivados”, disse.

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Os empreendimentos já instalados, como pousadas, poderão permanecer funcionando, mas a área construída não pode ser ampliada. Com as novas regras, a Administração de Fernando de Noronha não poderá conceder novos Termos de Permissão de Uso (TPUs) na zona de produção.

Acordo de gestão

A versão anterior do Plano de Manejo havia sido publicada em 2017. A revisão começou em 2023 e adequa as regras ao acordo de gestão compartilhada firmado entre os governos federal e estadual, que foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “Foi necessário revisar o plano para adequá-lo ao acordo de gestão, que é baseado no zoneamento da ilha. A área urbana, por exemplo, é de competência do governo do estado. Ao ICMBio cabe acompanhar o processo e estabelecer diretrizes para garantir uma ocupação sustentável”, explicou Lilian Hangae.

O documento também prevê que a zona urbana da ilha, onde está concentrada a maior parte dos imóveis, não poderá ser ampliada. O ICMBio informou que encaminhará a versão revisada do Plano de Manejo ao governo de Pernambuco. A expectativa é que o documento seja publicado até julho, quando passará a valer oficialmente em Fernando de Noronha.

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