Marcelo Ramos desiste de pré-candidatura ao Senado após pedido de Lula
Ramos desiste de pré-candidatura ao Senado após Lula pedir

Decisão após pedido de Lula

O ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) retirou sua pré-candidatura ao Senado pelo Amazonas. O anúncio foi feito neste sábado (1º) durante a convenção da federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV), realizada em Manaus. De acordo com Ramos, a decisão atende a um pedido pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defendeu a concentração de esforços em uma única candidatura majoritária no estado.

“Todos sabem que nós procuramos construir uma candidatura para o Senado da República, mas recebemos um chamado do presidente Lula para, em nome da unidade, retirar essa candidatura”, declarou Ramos durante o evento da federação.

O movimento coroa uma articulação que já estava em curso. No mês de julho, o próprio ex-deputado havia publicado nas redes sociais que a sua mudança de entendimento quanto à disputa ao Senado ocorreu depois de o senador Eduardo Braga (MDB) fazer um pedido ao diretório nacional do PT. A sinalização pública já indicava que a pré-candidatura poderia ser revertida em nome do palanque único.

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Federação oficializa apoio a Eduardo Braga

Na convenção deste sábado, a federação Brasil da Esperança formalizou o apoio à candidatura de Eduardo Braga ao Senado. Braga é do MDB e concorre à reeleição. A federação, que reúne PT, PCdoB e PV, decidiu, portanto, apoiar um nome de outro partido para a majoritária, priorizando o alinhamento político em torno do presidente Lula.

Por trás da decisão está uma avaliação estratégica: a manutenção de duas candidaturas oriundas da base aliada poderia dispersar votos e favorecer a eleição de candidatos da oposição ao governo federal. Com a retirada de Ramos, a base busca concentrar o eleitorado progressista em um único nome e reduzir riscos na disputa majoritária.

Ramos não será candidato neste pleito

Além de abandonar a pré-candidatura ao Senado, Marcelo Ramos informou que não vai disputar nenhum cargo nas eleições deste ano. A decisão, segundo ele, não diminui o engajamento na campanha. O ex-deputado afirmou que permanecerá ao lado dos candidatos da federação Brasil da Esperança e que pretende atuar diretamente no fortalecimento das candidaturas da sigla.

“Primeiro eu quero dizer que o fato de não ser candidato nessa eleição não me afastará um milímetro de participar da campanha. Contem comigo, vamos à luta, e eu tenho certeza que o próximo passo dessa caminhada é a comemoração de uma bela vitória”, afirmou.

A postura de Ramos é vista internamente como um gesto de disciplina partidária e compromisso com o projeto da federação no Amazonas. O nome dele, que chegou a ser aclamado pelo diretório estadual, segue disponível para ações de campanha, especialmente no segmento progressista.

Construção da pré-candidatura

A pré-candidatura de Marcelo Ramos havia sido oficializada em maio. Na ocasião, o Diretório Estadual do PT no Amazonas realizou uma reunião extraordinária em Manaus e aprovou, por unanimidade, o nome do ex-deputado para disputar uma das duas vagas ao Senado no pleito de 2026. A legenda informou que a escolha referendava uma deliberação da Comissão Executiva Estadual.

Na época, ao g1, Ramos disse que se sentia honrado com a confiança do partido e que sua candidatura representaria uma alternativa progressista ao eleitor amazonense. Agora, com a desistência, o desenho da chapa majoritária muda: em vez de um candidato próprio do PT, a federação passa a apoiar o nome de Eduardo Braga, do MDB, para a reeleição ao Senado.

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Principais pontos

  • Marcelo Ramos retira pré-candidatura ao Senado após pedido pessoal de Lula.
  • Federação Brasil da Esperança formaliza apoio a Eduardo Braga (MDB).
  • Ramos não disputará nenhum cargo nas eleições deste ano.
  • Decisão busca concentrar votos da base aliada e evitar dispersão.

Impacto na eleição no Amazonas

A definição ocorre em um momento em que as federações e partidos ajustam suas estratégias para o registro das candidaturas. No Amazonas, a união em torno de Eduardo Braga é um dos principais movimentos da base de Lula para evitar o fortalecimento de candidaturas de oposição. A permanência de Ramos na campanha, mesmo sem concorrer, é considerada um trunfo para a federação, já que ele mantém trânsito com setores do eleitorado e com lideranças regionais.

Com a retirada, a federação Brasil da Esperança passa a concentrar sua estrutura na eleição de Braga e na eleição de candidatos da chapa proporcional, sem o risco de dividir o palanque majoritário. A decisão também reforça a autoridade política do presidente Lula na costura de alianças estaduais, mesmo em estados onde o PT não apresenta candidatura própria ao Senado.