O estado precário do gramado da Arena da Amazônia levou à transferência de jogos para outros locais e colocou em evidência os desafios de manutenção do estádio 12 anos após a Copa do Mundo de 2014. Imagens obtidas pelo g1 mostram o antes e depois do campo. Em registros anteriores, é possível ver o campo com cobertura verde e uniforme. Já um vídeo mais recente, feito nesta sexta-feira (12), revela áreas amareladas, falhas na vegetação e trechos em recuperação.
Problemas e transferências
O problema fez com que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) transferisse o confronto entre Nacional-AM e Monte Roraima, válido pela Série D do Campeonato Brasileiro, para o estádio Carlos Zamith. A partida estava marcada para domingo (14), mesma data em que a Arena da Amazônia completa 12 anos desde o primeiro jogo do Mundial realizado em Manaus, entre Inglaterra e Itália.
O estádio também deixou de receber no último mês a final da Copa Norte entre Nacional-AM e Paysandu. A mudança ocorreu após avaliação apontar que o gramado não apresentava condições adequadas para a realização da partida.
Recuperação em andamento
Responsável pela administração da Arena da Amazônia, a Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel) informou que o gramado passa por um processo contínuo de recuperação. Segundo a pasta, estão sendo realizados serviços de replantio em áreas afetadas, aplicação de fertilizantes e ações para acelerar a recomposição da cobertura vegetal. A secretaria afirmou ainda que o amarelecimento observado em parte do campo é uma característica do período de recuperação e que o gramado segue dentro dos parâmetros técnicos.
De acordo com o governo estadual, cerca de 100 metros quadrados de grama foram replantados na região do gol norte. O trabalho também inclui medidas para combater a presença de lagartas, cuja incidência costuma aumentar durante a transição entre o período chuvoso e o período seco no Amazonas. A previsão é que o gramado esteja novamente apto para receber partidas oficiais em aproximadamente 15 dias.
Desafios de manutenção
Construída para a Copa do Mundo de 2014, a Arena da Amazônia teve custo estimado em quase R$ 600 milhões e se consolidou como um dos principais espaços para eventos esportivos, culturais e de entretenimento em Manaus. Ao longo dos últimos anos, o estádio recebeu partidas de competições nacionais, jogos da Seleção Brasileira, shows e grandes eventos. A diversidade de usos, porém, também impõe desafios relacionados à preservação da estrutura e à manutenção do gramado.
A situação atual chama atenção justamente no momento em que a arena completa 12 anos de funcionamento e reforça a necessidade de manutenção permanente de um dos principais cartões-postais do Amazonas.



