As grandes empresas de tecnologia, conhecidas como big techs, estão investindo bilhões de dólares em cabos submarinos para dominar o tráfego oceânico de dados. Google, Meta, Amazon e Microsoft lideram esse movimento, construindo infraestrutura própria para reduzir custos e aumentar a segurança das comunicações globais.
O domínio das big techs nos oceanos
Atualmente, mais de 95% do tráfego internacional de dados passa por cabos submarinos. As big techs já controlam ou financiam cerca de 70% dos novos projetos de cabos, segundo relatórios do setor. Esse controle permite que essas empresas priorizem seu próprio tráfego, reduzam latência e garantam maior confiabilidade para serviços como streaming, nuvem e redes sociais.
Investimentos bilionários
Nos últimos cinco anos, Google investiu mais de US$ 30 bilhões em cabos submarinos, enquanto Meta e Amazon aplicaram valores similares. A Microsoft, por sua vez, firmou parcerias com operadoras tradicionais para expandir sua presença. Esses investimentos incluem cabos como o Dunant (Google), que conecta os EUA à França, e o 2Africa (Meta), que circunda o continente africano.
Impactos na economia digital
O controle das big techs sobre a infraestrutura de cabos submarinos levanta questões sobre concorrência e neutralidade da rede. Operadoras tradicionais reclamam que as big techs têm vantagens injustas, pois não precisam compartilhar a capacidade dos cabos. Por outro lado, as empresas de tecnologia argumentam que os investimentos aceleram a digitalização e beneficiam os usuários finais com serviços mais rápidos e estáveis.
O futuro da conectividade global
Especialistas preveem que a tendência de domínio das big techs deve continuar, com projetos como o cabos submarinos para regiões como América Latina e Oceania. A demanda por dados cresce 25% ao ano, impulsionada por inteligência artificial, 5G e Internet das Coisas. Para atender a essa demanda, as big techs devem investir mais US$ 50 bilhões em cabos submarinos até 2030.
Apesar dos benefícios, críticos alertam para o risco de centralização do poder digital. Governos e órgãos reguladores começam a debater novas regras para garantir que a infraestrutura crítica não fique sob controle de poucas empresas privadas. O equilíbrio entre inovação e regulação será um dos principais desafios da próxima década.



