A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) publicou na última quinta-feira (29) uma nota de repúdio contra os ataques proferidos pelo influenciador Paulo Figueiredo contra jornalistas e veículos de comunicação, com destaque para as declarações de conteúdo misógino dirigidas à jornalista Miriam Leitão, da Globo. A entidade, que representa mais de 2,5 mil emissoras de rádio e televisão em todo o Brasil, classificou as ofensas como uma grave violação dos princípios democráticos.
Ofensas ultrapassam limites da liberdade de expressão
Segundo a Abert, as declarações de Paulo Figueiredo ultrapassam os limites da liberdade de expressão e configuram grave incitação ao ódio e à intimidação de jornalistas. "É inadmissível que profissionais da comunicação sejam alvo de discursos que buscam constrangê-los, desqualificá-los e estimulam a violência em razão do exercício de sua atividade", afirmou a associação em nota oficial. A entidade enfatizou que a liberdade de imprensa é um pilar fundamental da democracia e que ataques como esse representam uma ameaça à sociedade como um todo.
Ataques misóginos a Miriam Leitão
Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente da ditadura militar João Baptista de Oliveira Figueiredo, proferiu comentários misóginos contra a jornalista Miriam Leitão durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais. As falas geraram indignação imediata entre profissionais da comunicação e organizações de defesa da liberdade de imprensa. Miriam Leitão, conhecida por sua atuação no jornalismo econômico da Globo, foi alvo de xingamentos e desqualificações baseadas em seu gênero.
Posicionamento da Abert
Na nota, a Abert manifestou solidariedade à jornalista Miriam Leitão e a todos os profissionais atingidos pelos ataques. A associação também espera que as autoridades competentes adotem as medidas cabíveis para apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos. "Ataques dessa natureza representam uma afronta à liberdade de imprensa, à dignidade da pessoa humana e ao direito da sociedade de receber informação livre, plural e independente", acrescentou a entidade.
Reafirmação do compromisso com a liberdade de imprensa
A Abert reafirmou seu compromisso inabalável com a defesa da liberdade de expressão, do livre exercício do jornalismo e da integridade de todos os profissionais da comunicação. A entidade ressaltou que não tolerará qualquer tipo de intimidação ou violência contra jornalistas no exercício de sua função. O episódio reacende o debate sobre os limites da liberdade de expressão e a necessidade de proteger os profissionais de imprensa contra discursos de ódio.
Contexto dos ataques
As declarações de Paulo Figueiredo ocorrem em um contexto de crescente polarização política e ataques a jornalistas no Brasil. A Abert, como principal representante do setor de radiodifusão, reforçou a importância de se combater a desinformação e o discurso de ódio que alimentam a violência contra a imprensa. Até o momento, Paulo Figueiredo não se pronunciou oficialmente sobre a nota da Abert. Em suas redes sociais, ele continua a fazer críticas à imprensa e a jornalistas, mas sem se referir diretamente à Miriam Leitão após o episódio.
A nota da Abert foi amplamente divulgada e repercutiu entre entidades de classe e organizações da sociedade civil, que também condenaram os ataques e manifestaram apoio a Miriam Leitão. A associação reafirmou seu papel na defesa dos direitos dos comunicadores e na promoção de um ambiente seguro para o exercício da profissão.



