Um estudo recente publicado pela Harvard Business Review, com 1.488 trabalhadores dos Estados Unidos, revela que o uso de inteligência artificial (IA) no ambiente de trabalho pode ter efeitos ambivalentes na saúde mental dos funcionários. Enquanto a supervisão constante de ferramentas de IA aumenta a carga mental e a fadiga, a automatização de tarefas repetitivas pode reduzir o burnout.
Supervisão constante eleva esforço mental e fadiga
De acordo com a pesquisa, os trabalhadores submetidos à supervisão contínua de sistemas de IA relataram 14% mais esforço mental e 12% mais fadiga em comparação com aqueles que não utilizavam a tecnologia. O monitoramento constante exige atenção redobrada e adaptação a alertas e correções, o que contribui para a sobrecarga cognitiva.
Automatização de tarefas repetitivas reduz burnout
Por outro lado, quando a IA é empregada para automatizar atividades rotineiras e repetitivas, os funcionários experimentam uma redução significativa no burnout. A liberação de tarefas monótonas permite que os trabalhadores foquem em atividades mais estratégicas e criativas, melhorando o bem-estar geral.
Impacto depende da implementação
Os autores do estudo destacam que o impacto da IA na saúde mental depende diretamente de como a tecnologia é implementada. “O uso estratégico da IA é crucial para evitar a sobrecarga cognitiva”, afirmam os pesquisadores. Empresas que adotam a IA sem considerar o design do trabalho e o suporte aos funcionários correm o risco de aumentar o estresse e a fadiga.
A pesquisa reforça a necessidade de uma abordagem equilibrada, onde a IA seja vista como uma ferramenta para complementar o trabalho humano, e não como um mecanismo de vigilância ou pressão adicional.



