Livro de socióloga analisa impactos da IA na comunicação
IA e comunicação: livro de socióloga debate impactos

Socióloga Laura Hauser lança livro sobre comunicação na era da inteligência artificial

A socióloga, historiadora e pesquisadora Laura Hauser está lançando o livro Saber conversar na Era da IA: (sobre) viver na Tecnoafetividade, que convida o leitor a refletir sobre os impactos da inteligência artificial, da hiperconexão e da polarização nas relações humanas e na comunicação.

Segundo a autora, a dificuldade de dialogar com o diferente não é nova, mas a diferença agora é a potencialização dessa característica. Ela explica: "Agora, a gente passa horas consumindo conteúdo hiperpersonalizado nas redes, cuja intenção não é informar, mas é nos manter conectado, fisgado. Quanto mais eu fico lá, mais dados, mais modelos assertivos de previsão para anúncios, anúncios esses que podem ser de produtos ou podem ser de propaganda política". Hauser conclui: "E qual é a melhor maneira de me manter lá conectado o tempo todo? Concordar comigo, dizer que o que eu gosto tá certo".

O termo "tecnoafetividade", que acompanha o título, foi criado pela autora para definir a realidade em que os afetos, sejam construtivos ou destrutivos, são mediados por tecnologias, especialmente redes sociais e inteligência artificial.

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Laura Hauser é graduada em História pela Universidade Panthéon-Sorbonne, mestre em Sociologia da Cultura pela Sorbonne-Nouvelle e pesquisadora do departamento de Comunicação e Semiótica da PUC de São Paulo. Em seu doutorado, pesquisa inteligência artificial e seus impactos éticos e comportamentais.

Questionada sobre o que a deixaria feliz em relação à absorção do conteúdo pelo leitor, Hauser respondeu: "O que me deixaria mais feliz é que a gente aumentasse essa nota de corte para sair de uma lógica binária estúpida de polarização, que vai além da política, mas a gente vê muito na política, né? E que a gente pudesse voltar até um terreno cinza de conversa".

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