Durante o Carnaval de 2025, o Centro do Rio de Janeiro registrou 750 roubos e furtos de celulares, um aumento de 46% em relação aos 515 casos de 2024. Os dados, do Instituto de Segurança Pública (ISP), mostram que a região concentrou um terço de todos os aparelhos levados na capital durante os seis dias oficiais de folia.
No município do Rio, o total de ocorrências subiu de 1.973 em 2024 para 2.248 em 2025, alta de 14%. A média diária no Centro foi de 375 aparelhos, 2,5 vezes maior que a média anual da cidade. Os bairros com mais registros após o Centro foram Ipanema (163), Flamengo (130), Botafogo (106), Glória (101) e Santa Teresa (76).
Para se proteger, foliões adotam estratégias como usar celulares mais baratos, capinhas com correntes presas ao corpo e coleiras de aço. A polícia intensificou operações: a Operação Rastreio, da Polícia Civil, recuperou mais de 13 mil celulares, devolveu 4,4 mil aos donos e prendeu mais de 780 criminosos. A Polícia Militar reforçou o patrulhamento com drones e reconhecimento facial.
Os horários de maior incidência no Centro são pela manhã, quando ocorre quase metade dos casos da cidade, seguido pela tarde e noite. A concentração de blocos de rua, como o Cordão da Bola Preta e o Fervo da Lud, que atraem centenas de milhares de pessoas, contribui para o aumento dos crimes.



