Aumento alarmante de picadas de escorpião no Brasil
Um estudo do Instituto Butantan revelou que as picadas de escorpião no Brasil cresceram 350% nos últimos 12 anos, totalizando 1,7 milhão de casos entre 2012 e 2024. O levantamento, que analisou dados de todos os municípios brasileiros, também registrou 1.230 mortes no período.
Regiões de maior risco
As regiões Nordeste e Sudeste concentram mais de 80% dos acidentes por picada de escorpião no país. O estudo destaca três áreas de maior risco: sul da Bahia, norte de Minas Gerais e noroeste de São Paulo. Essas localidades apresentam condições ambientais e urbanas que favorecem a proliferação do aracnídeo.
Principal espécie envolvida
O escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) é o principal responsável pelos acidentes. Essa espécie é altamente adaptável a áreas urbanas e se reproduz rapidamente em ambientes com acúmulo de lixo, entulhos e falta de saneamento básico.
Fatores que contribuem para o aumento
O crescimento dos casos está associado a fatores como:
- Expansão urbana desordenada
- Mudanças climáticas, com temperaturas mais altas e períodos de chuva irregulares
- Falta de infraestrutura de saneamento básico em muitas regiões
Esses elementos criam um ambiente propício para a reprodução dos escorpiões, especialmente em áreas mais quentes e úmidas.
Medidas de prevenção
O Instituto Butantan recomenda ações como vedar frestas em paredes e rodapés, manter quintais limpos, evitar acúmulo de entulho e usar telas em ralos. Em caso de picada, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde para administração do soro antiescorpiônico.
Impacto na saúde pública
Com 1.230 mortes registradas, os acidentes com escorpiões representam um desafio significativo para o sistema de saúde, especialmente nas regiões mais afetadas. O estudo do Butantan reforça a necessidade de políticas públicas integradas de vigilância, prevenção e atendimento rápido às vítimas.



