A Bemobi, empresa carioca fundada no Rio de Janeiro e avaliada em R$ 2 bilhões na B3, está se preparando para liderar uma nova era nos pagamentos digitais: a era dos pagamentos agênticos. A companhia quer preparar as empresas para um cenário em que agentes de inteligência artificial (IA) pagarão faturas diretamente para os consumidores.
Da venda de apps à plataforma de pagamentos
Originalmente focada em pacotes de aplicativos para celulares pré-pagos, a Bemobi evoluiu para se tornar uma facilitadora de pagamentos digitais para serviços recorrentes, como telefonia, educação e assinaturas diversas. Agora, a empresa mira uma transformação ainda mais profunda: capacitar o ecossistema de negócios para transações iniciadas e executadas por agentes de IA.
Segundo Pedro Ripper, sócio e CEO da Bemobi, a empresa está desenvolvendo infraestrutura para que agentes de IA possam realizar pagamentos em nome dos usuários de forma segura e eficiente. “Estamos preparando o terreno para que as empresas estejam prontas para receber pagamentos de agentes de IA, que serão os novos consumidores digitais”, afirmou Ripper em entrevista ao Capital.
Expansão global e novos mercados
A Bemobi planeja expandir globalmente sua atuação, mirando especialmente franqueadores e pontos de venda que lidam com grande volume de transações recorrentes. A empresa acredita que a automação de pagamentos por IA pode reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência, beneficiando tanto empresas quanto consumidores.
Atualmente, a companhia já processa pagamentos para mais de 200 parceiros em diversos setores. Com a nova aposta em agentes de IA, a Bemobi espera triplicar sua base de transações nos próximos dois anos. A empresa também investe em segurança cibernética e conformidade regulatória para garantir que os pagamentos agênticos sigam os padrões exigidos pelos órgãos financeiros.
O futuro dos pagamentos digitais
A iniciativa da Bemobi reflete uma tendência global de integração entre inteligência artificial e sistemas financeiros. Agentes de IA já são usados para gerenciar assinaturas, negociar preços e até mesmo realizar compras em nome de usuários. No entanto, a infraestrutura para que esses pagamentos sejam processados de forma padronizada e segura ainda é incipiente.
“Acreditamos que os agentes de IA serão os principais intermediários das transações do futuro. Queremos ser a ponte entre esses agentes e as empresas, garantindo que o pagamento ocorra sem atritos”, complementou Ripper.
Com a estreia na Bolsa há cinco anos, a Bemobi acumula uma valorização significativa e agora busca se consolidar como referência em pagamentos digitais inteligentes. A empresa não divulga projeções financeiras específicas, mas afirma que os investimentos em IA já representam 30% do orçamento de P&D.



