Em entrevista ao GLOBO, Lila Ibrahim, engenheira que se tornou uma das chefes da divisão de inteligência artificial da Google DeepMind, afirmou que a regulação da IA precisa ter 'dimensão correta' e enfoque no 'uso' da tecnologia. A executiva, que ocupa o cargo de chief AI readiness officer, defende que os governos devem regular a aplicação da inteligência artificial, e não sua criação.
Programa Experience AI no Brasil
Durante sua visita ao Brasil, Ibrahim anunciou o programa Experience AI, voltado para escolas. A iniciativa visa educar jovens sobre inteligência artificial desde cedo, preparando as futuras gerações para lidar com a tecnologia de forma crítica e ética.
Impacto ambiental e propriedade intelectual
Ibrahim também abordou questões ambientais relacionadas à IA, destacando a necessidade de desenvolver modelos mais eficientes em termos energéticos. Em relação à propriedade intelectual, a executiva defendeu que as leis devem ser adaptadas para proteger tanto criadores quanto usuários de sistemas de IA.
A executiva enfatizou o papel dos governos na regulamentação, mas alertou que normas excessivamente rígidas podem sufocar a inovação. 'Precisamos de uma regulação inteligente, que proteja a sociedade sem impedir o progresso', disse.



