Em 2024, o Brasil atingiu um marco histórico no setor de energia solar, ultrapassando 52,2 GW de capacidade operacional, um aumento de 14,3 GW em relação ao ano anterior, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Esse crescimento reflete o avanço contínuo da fonte solar no país, impulsionado por novas tecnologias e investimentos.
Avanços em eficiência de células solares
No cenário internacional, pesquisas recentes registraram eficiência recorde de até 34,85% em células tandem que combinam perovskita e silício. Esses dispositivos de dupla junção são capazes de capturar uma faixa mais ampla do espectro solar, superando os limites das células convencionais de silício. A tecnologia perovskita-silício promete reduzir custos e aumentar a geração de energia em painéis solares.
Pesquisa nacional em perovskita flexível
No Brasil, a Universidade Federal do ABC (UFABC) e o Centro de Inovação em Novas Energias (CINE) estão avançando no desenvolvimento de perovskita flexível. Essa abordagem permite a criação de painéis solares leves e adaptáveis a diferentes superfícies, como telhados curvos ou fachadas de edifícios. Os pesquisadores buscam aumentar a estabilidade e a eficiência desses materiais para viabilizar sua aplicação comercial.
Crescimento do mercado de baterias
O mercado de baterias de armazenamento de energia também está em expansão, impulsionado por novas regulamentações e pela adoção precoce por consumidores e empresas. Sistemas de armazenamento são essenciais para integrar a energia solar à rede elétrica, permitindo o uso contínuo mesmo quando o sol não está disponível. A combinação de painéis solares com baterias está se tornando cada vez mais comum em residências e empreendimentos comerciais.
Esses avanços tecnológicos e regulatórios posicionam o Brasil como um protagonista na transição energética global, com potencial para ampliar ainda mais sua capacidade solar nos próximos anos.



