Primeiro surto de peste há 5.500 anos na Sibéria, revela estudo
Primeiro surto de peste há 5.500 anos na Sibéria

Um estudo publicado na revista científica Nature nesta quarta-feira (17) revela que o primeiro surto de peste ocorreu há 5.500 anos na Sibéria, desafiando teorias anteriores que associavam a doença exclusivamente a grandes centros urbanos medievais.

Descoberta revolucionária

Pesquisadores analisaram o DNA de 46 indivíduos antigos, encontrados em sepulturas na região siberiana, e identificaram que aproximadamente 40% deles estavam infectados pela bactéria Yersinia pestis, causadora da peste. As cepas encontradas eram altamente letais, afetando principalmente crianças e adolescentes.

Implicações para a história da doença

A descoberta redefine a compreensão dos surtos iniciais da peste, mostrando que a doença já circulava em populações humanas muito antes das grandes epidemias históricas, como a Peste Negra na Europa medieval. Os resultados indicam que a transmissão da peste pode ter ocorrido em comunidades pequenas e dispersas, e não apenas em ambientes urbanos densos.

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  • Data do surto: 5.500 anos atrás
  • Localização: Sibéria
  • Bactéria: Yersinia pestis
  • Taxa de infecção: 40% dos indivíduos analisados
  • Grupo mais afetado: crianças e adolescentes

O estudo, liderado por uma equipe internacional, utilizou técnicas avançadas de sequenciamento genético para recuperar o DNA antigo dos restos mortais. A análise permitiu reconstruir o genoma das cepas bacterianas e compará-las com cepas modernas, revelando que as variedades antigas eram igualmente virulentas.

Impacto na ciência

Essa descoberta abre novas perguntas sobre como a peste se espalhou e evoluiu ao longo do tempo. Os cientistas acreditam que o surto siberiano pode ter sido um evento isolado ou parte de uma onda maior de infecções que se espalhou pela Ásia e Europa. Mais pesquisas são necessárias para entender as rotas de transmissão e o impacto demográfico da doença nas populações antigas.

O trabalho foi publicado na edição de 17 de junho de 2026 da Nature, uma das revistas científicas mais prestigiadas do mundo.

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