Cientistas descobrem morcego que faz sexo sem penetração
Morcego faz sexo sem penetração, revela estudo

Uma descoberta científica surpreendente revelou que uma espécie de morcego, o Eptesicus serotinus, realiza o ato sexual sem penetração do pênis na vagina, algo inédito entre os mamíferos. A pesquisa, publicada na revista Current Biology, foi motivada por observações de um cientista amador na Holanda, que filmou os animais em um ático de igreja.

O mistério da anatomia

O pênis do morcego, quando ereto, mede cerca de 22% do tamanho do animal, com diâmetro e comprimento sete vezes maiores que a vagina dilatada da fêmea. Essa desproporção já indicava a impossibilidade de penetração, mas os cientistas não tinham confirmação até agora.

O comportamento sexual da espécie era desconhecido. O cientista amador, que preferiu não se identificar, filmou os morcegos e enviou o material ao pesquisador que havia descrito o pênis do animal. Juntos, eles analisaram 93 atos sexuais no ático da igreja e mais quatro em um centro de reabilitação na Ucrânia.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Como ocorre o sexo sem penetração

Durante o ato, o macho sobe nas costas da fêmea e morde seu pescoço. Com movimentos laterais, usa o pênis para afastar as membranas das asas que cobrem a entrada da vagina. Em seguida, esfrega o pênis continuamente na região vaginal. Uma estrutura em forma de ventosa na parte dorsal do pênis ajuda no alinhamento com a vagina.

Em nenhum dos 97 atos filmados houve penetração. Ao final, a área ao redor da vagina fica molhada com o que os cientistas acreditam ser o ejaculado do macho. No entanto, não foram coletadas amostras para confirmar a presença de espermatozoides.

Duração do ato sexual

O ato sexual pode durar até 12 horas, mas em mais da metade dos casos dura menos de 53 minutos. A razão para essa variação ainda é desconhecida.

Implicações da descoberta

Segundo os pesquisadores, a descoberta mostra que a reprodução sem penetração é possível em mamíferos. Para o público, a expressão “fazer nas coxas” ganha um novo significado científico. “A vantagem de sabermos que esse morcego pratica com sucesso o sexo sem penetração é que, nas conversas ou nas aulas de educação sexual, não precisaremos mais recorrer a filhas fictícias de amigas imaginárias para alertar os jovens para o risco de ‘fazer nas coxas’. É um progresso”, brinca o autor do estudo.

Mais informações: Mating without intromission in a bat. Curr. Bio. https://doi.org/10.1016/j.cub.2023.09.054 2023.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar