Estudo revela que aves se masturbam com frequência e de forma natural
Masturbação em aves é natural, diz estudo

Um estudo internacional publicado na revista Ecology and Evolution revela que a masturbação é um comportamento frequente e natural entre aves. A pesquisa, liderada por Chloe Heys, da Universidade de Lancashire, no Reino Unido, documentou o ato em 120 espécies diferentes, desafiando a visão tradicional de que se trata de um comportamento anormal ou ligado ao estresse do cativeiro.

Comportamento comum na natureza

Os cientistas analisaram registros de aves selvagens e em cativeiro, descobrindo que a masturbação ocorre de forma espontânea e regular em diversas espécies, incluindo o ostraceiro, uma ave preservada por projetos de conservação como o da Natural England. O estudo sugere que o comportamento faz parte do repertório natural das aves, podendo estar relacionado à limpeza dos órgãos genitais, alívio de tensão ou até mesmo ao prazer.

Implicações para o manejo animal

Os pesquisadores questionam intervenções veterinárias e de manejo que tentam impedir a masturbação em aves, argumentando que tais práticas podem ser mais prejudiciais do que benéficas. Segundo o estudo, tentar coibir o comportamento pode causar estresse adicional e não tem base científica sólida. A recomendação é que tratadores e veterinários revisem seus protocolos, considerando a masturbação como parte do comportamento natural das aves.

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Metodologia e descobertas

A equipe de Chloe Heys coletou dados de observações de campo, relatos de criadores e pesquisas anteriores, abrangendo desde passeriformes até aves aquáticas. O levantamento mostrou que o comportamento não está restrito a machos, sendo também registrado em fêmeas. Embora as razões exatas ainda sejam debatidas, o estudo reforça que a masturbação é um fenômeno evolutivo amplamente difundido no reino animal.

Os autores esperam que o trabalho ajude a desmistificar o tema e incentive uma abordagem mais ética e baseada em evidências no cuidado com aves, tanto em zoológicos quanto em projetos de conservação. A pesquisa foi publicada na edição de junho de 2026 da Ecology and Evolution.

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