Dois empresários foram presos em flagrante na manhã desta sexta-feira (26) durante uma operação da Polícia Civil que apreendeu mais de 100 terabytes de material de abuso sexual de crianças e adolescentes em Ivoti, na Região Metropolitana de Porto Alegre. As identidades dos suspeitos não foram divulgadas.
Investigação de três meses
Segundo a investigação, os suspeitos foram monitorados por cerca de três meses pelo setor de inteligência da Polícia Civil. Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes apreenderam computadores, notebooks, celulares, além de dispositivos de armazenamento como pendrives e HDs externos.
Os empresários são sócios de empresas diferentes, mas que mantêm relações comerciais entre si. Conforme a Polícia Civil, as empresas não têm ligação com os crimes investigados, sendo as condutas atribuídas exclusivamente aos indivíduos.
Material apreendido e análise pericial
O material apreendido será analisado pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP) para identificar a quantidade exata de arquivos armazenados e verificar se, além do download, houve também compartilhamento ou produção do conteúdo. De forma preliminar, a polícia aponta que o volume inclui material de abuso sexual de crianças e adolescentes e conteúdo envolvendo animais.
Penas previstas
A pena para armazenamento desse tipo de material varia de um a quatro anos de prisão, podendo ser maior caso seja comprovada a distribuição dos arquivos. Os investigados devem responder por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).



