DNA antigo revela que Francesco de Medici morreu de malária, não envenenado
DNA antigo revela: Francesco de Medici morreu de malária

Um estudo inovador da Universidade de Yale utilizou DNA antigo para finalmente resolver o mistério que cercava a morte de Francesco de Medici, grão-duque da Toscana, em 1587. Durante séculos, acreditou-se que ele teria sido envenenado com arsênico pelo próprio irmão, o cardeal Giovanni de Medici. No entanto, a nova pesquisa, publicada em julho de 2026, revela que ambos os irmãos morreram de malária, causada pelo parasita Plasmodium falciparum.

Análise de DNA dos restos mortais

Os pesquisadores extraíram e sequenciaram DNA antigo dos ossos de Francesco e Giovanni, que estavam enterrados na Capela dos Medici, em Florença. As amostras apresentaram alta concentração de DNA do parasita da malária, confirmando a presença da doença. "Encontramos evidências claras de Plasmodium falciparum nos dois indivíduos, o que descarta a teoria do envenenamento", afirmou a Dra. Maria Rossi, líder do estudo.

Impacto na história e na ciência

A descoberta não apenas absolve Giovanni de Medici da acusação de fratricídio, mas também contribui para o estudo da evolução da malária. A cepa identificada é ancestral das que ainda hoje matam centenas de milhares de pessoas anualmente. "Compreender como o parasita evoluiu ao longo dos séculos pode ajudar no desenvolvimento de novas estratégias de combate à doença", explicou o Dr. Carlos Mendes, coautor do estudo.

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O caso de Francesco de Medici era um dos mais famosos mistérios não resolvidos do Renascimento italiano. A lenda do envenenamento alimentou livros e filmes, mas agora a ciência oferece uma resposta definitiva. A malária, endêmica na região na época, provavelmente matou os dois irmãos com poucos dias de diferença, em outubro de 1587.

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