Brasileira desvenda formação precoce de buracos negros gigantes
Brasileira desvenda formação precoce de buracos negros gigantes

Uma astrônoma brasileira, utilizando o Telescópio Espacial James Webb, conseguiu desvendar um dos maiores mistérios da astrofísica: a formação precoce de buracos negros gigantes. Catarina Aydar, pesquisadora de destaque, liderou um estudo que revela como colisões de galáxias, ocorridas há mais de 12 bilhões de anos, deram origem a esses objetos cósmicos supermaciços em uma região densa do Universo primitivo.

Descoberta inovadora

A pesquisa, publicada no Open Journal for Astronomy, desafia teorias anteriores sobre a evolução das galáxias. Até então, acreditava-se que buracos negros supermassivos levariam bilhões de anos para se formar. No entanto, as observações de Aydar mostram que esses objetos já existiam em uma época em que o Universo tinha apenas 10% de sua idade atual.

“Foi surpreendente encontrar buracos negros tão massivos e evoluídos em um estágio tão inicial do Universo. Isso muda nossa compreensão sobre como as galáxias e seus núcleos ativos se formam”, explicou a astrônoma.

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O papel do Telescópio James Webb

O Telescópio Espacial James Webb, da NASA, foi fundamental para a descoberta. Com sua capacidade de observar o infravermelho, o telescópio conseguiu penetrar as nuvens de poeira cósmica e revelar as radiogaláxias – galáxias que emitem fortes ondas de rádio devido à atividade de buracos negros supermassivos em seus centros.

“O James Webb nos permitiu olhar para trás no tempo, para uma época em que o Universo era muito jovem. Sem ele, não teríamos conseguido detectar esses objetos distantes”, destacou Catarina Aydar.

Implicações para a astrofísica

A descoberta tem implicações profundas para a astrofísica. Ela sugere que a formação de buracos negros supermassivos pode ocorrer muito mais rapidamente do que se pensava, possivelmente através de colisões e fusões de galáxias em regiões densas do Universo primitivo.

Além disso, o estudo abre novas perguntas sobre o papel desses buracos negros na evolução das galáxias. “Agora precisamos entender como esses buracos negros cresceram tão rápido e qual foi o impacto deles na formação das galáxias ao redor”, concluiu a pesquisadora.

Próximos passos

A equipe de Aydar planeja continuar as observações com o James Webb para mapear outras regiões do Universo antigo. O objetivo é encontrar mais exemplos de buracos negros prematuros e entender melhor os mecanismos que levaram à sua formação.

“Este é apenas o começo. O Universo ainda guarda muitos segredos, e estamos apenas arranhando a superfície”, finalizou a astrônoma brasileira.

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