Brasil concentra 39% dos deepfakes da América Latina em 2025, aponta ANPD
Brasil tem 39% dos deepfakes da AL em 2025

O Brasil foi responsável por 39% de todos os casos de deepfake registrados na América Latina em 2025, de acordo com dados divulgados pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). O órgão também informou que o país apresentou um aumento de 126% nesse tipo de ataque em comparação com o ano anterior, impulsionado pelo uso de imagens, vozes e identidades falsas para fraudes.

Aumento expressivo nos ataques

O crescimento de 126% nos casos de deepfake no Brasil reflete uma tendência global de sofisticação de crimes cibernéticos. Segundo a ANPD, a tecnologia de inteligência artificial generativa tem sido cada vez mais utilizada para criar conteúdos falsos realistas, tornando mais difícil para as vítimas e as autoridades diferenciarem o verdadeiro do falso. Esse aumento não se limita ao país, mas o Brasil se destaca como o principal foco de deepfakes na região.

Deepfakes como ferramenta de fraude

Os deepfakes têm sido empregados em diversas modalidades de fraude, como phishing, golpes de identidade e desinformação. A ANPD destacou que a eficiência dessas fraudes aumentou significativamente, pois os criminosos conseguem imitar vozes e rostos de conhecidos, familiares ou executivos de empresas. Em muitos casos, as vítimas são induzidas a realizar transferências financeiras ou compartilhar informações sensíveis sem suspeitar do engodo.

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O papel da ANPD

A ANPD, responsável por fiscalizar e regulamentar a proteção de dados no Brasil, tem monitorado ativamente o avanço dos deepfakes. Embora a agência não tenha divulgado medidas específicas de combate, ela reforça a importância da conscientização pública e da adoção de ferramentas de verificação de autenticidade para mitigar os riscos. A autoridade também alerta empresas e indivíduos para a necessidade de atualizar protocolos de segurança digital.

Cenário latino-americano

Com 39% dos casos da América Latina, o Brasil lidera o ranking de deepfakes na região. Os demais 61% estão distribuídos entre outros países, como México, Argentina e Colômbia, que também apresentaram crescimentos nos últimos anos. A concentração no Brasil pode estar relacionada ao maior número de usuários de internet e à digitalização acelerada de serviços financeiros e governamentais.

Desafios para a segurança digital

A proliferação de deepfakes impõe desafios técnicos e legais. A detecção de conteúdos falsos exige investimento em inteligência artificial especializada e treinamento de equipes. Além disso, as leis atuais nem sempre abrangem adequadamente esses novos tipos de crime, o que demanda atualizações legislativas. A ANPD sinalizou que estuda recomendações para regulamentar o uso de IA generativa no país.

Perspectivas para 2026

Especialistas preveem que os ataques com deepfakes continuarão a crescer em 2026, exigindo respostas coordenadas entre governos, setor privado e sociedade. A ANPD deve intensificar a fiscalização e propor novas regras para proteção de dados diante dessa ameaça. Para os cidadãos, a recomendação é desconfiar de comunicações que solicitem informações pessoais ou financeiras, mesmo que pareçam legítimas, e buscar canais oficiais para confirmação.

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