Remo busca sair do Z-4 contra Mirassol e mira reforços no mercado
Remo busca sair do Z-4 contra Mirassol e mira reforços

O Remo volta a campo nesta quarta-feira, 29, para enfrentar o Mirassol fora de casa, pela 21ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. O time, que está entre os quatro últimos colocados desde a quarta rodada, tem a chance de deixar a zona de rebaixamento se vencer o confronto.

Prioridades no mercado de transferências

Além de focar na preparação para a competição nacional e para a Copa do Brasil, onde enfrentará o Santos no dia 1º de agosto, o clube monitora o mercado em busca de reforços. Já chegaram os zagueiros Matheus Felipe e Zé Ivaldo, além do volante Edson Fernando, mas o executivo de futebol, Luís Vagner Vivian, indicou outras prioridades.

– O clube agora tem reposições para defesa, vai ter disputa sadia dentro do elenco, por quem tiver melhor jogar. A gente vinha com a defesa bem montada, porém com pouca reposição, os jogadores que estavam no banco às vezes deixavam a desejar do nível de complexidade que a competição exige. Então, seguimos trabalhando no mercado, ainda estamos lutando, e não é segredo para ninguém, um lateral esquerdo para vir disputar posição com o Mayk, e pelo menos um atacante, um extrema de velocidade, com características também, dentro do perfil para o clube, para o momento do clube dentro da Série A, e também ao perfil que a comissão técnica deseja – afirmou Vivian.

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Dificuldades nas negociações

O dirigente também enumerou os desafios para fechar contratações. Segundo ele, o mercado está inflacionado até mesmo na Série B. Sem revelar nomes, disse que foram feitas de seis a oito propostas por atletas, mas sem sucesso.

– Hoje na Série B, qualquer atleta que tu queira trazer, tu tem que comprar ele, o mercado está muito inflacionado, antigamente tu ia lá na Série B só pela vitrine da Série A, o clube da Série B emprestava o jogador, com opção de compra, hoje não está assim. Além de ser difícil de encontrar as características específicas desse atleta. Às vezes não bate nisso, ou é a falta de experiência do atleta, ou é a vivência em Série A, que tem a ver com essa experiência, ou os valores não fecham, ou não bate a característica. Mas mesmo com todas essas dificuldades, temos feito muito contato com o mercado, já tentamos, ofertamos formalmente, algumas seis a oito propostas, por jogadores que chegam no nível que precisamos, porém não conseguimos fechar, às vezes porque o clube pediu um valor acima da realidade que o Remo pode fazer conscientemente hoje – explicou.

Interesse em Marcelo Hermes

Perguntado sobre uma possível sombra para o lateral-esquerdo Mayk, busca declarada do clube, Vivian falou sobre o interesse em Marcelo Hermes, titular do Criciúma, líder da Série B. Conhecido do executivo dos tempos de Grêmio, o defensor já despertou interesse no início do ano, mas a multa rescisória impediu o avanço.

– O Marcelo Hermes é um excelente lateral, um excelente profissional, já dispensa comentários. Todo mundo acho que conhece, já bem rodado, no Campeonato Brasileiro, Série A, Série B. Trabalhei com ele na base, lá no Grêmio, então eu conheço bem o atleta, conheço o agente dele, tenho uma relação boa. E no início do ano que a gente estava buscando o lateral esquerdo, fizemos uma consulta ao Criciúma e tivemos a resposta que eles só liberariam pela multa do jogador. E a multa nunca é um valor baixo e se tem que pagar à vista, e depois ainda você tem que entrar na negociação salarial com o atleta. Entendemos que ele estava com muita moral, muito bem no clube, agora ainda está melhor, o Criciúma vem aí fazendo uma ótima campanha, um ótimo trabalho. E se entendeu por ir por outro caminho, a gente acabou trazendo o Mayk – disse.

Vivian afirmou que o clube tem de cinco a sete nomes na mira para a posição, e que Marcelo Hermes segue como uma opção, mas a multa inviabiliza a negociação.

Mercado sul-americano descartado

O executivo explicou por que o clube não tem investido em jogadores sul-americanos: o custo é elevado e o risco de adaptação é grande. Segundo ele, jogadores de destaque em seus países custam a partir de 5 milhões de dólares, valor que o Remo não pode pagar.

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– Temos cinco meses de competição que vão definir o futuro do clube para a próxima temporada. Então, tem que fazer movimentos que o jogador siga o mais pronto possível ou com a menor adaptação necessária, para dar tempo necessário para a comissão técnica. E, ao mesmo tempo, você disputa com outras equipes que estão buscando também. O mercado sul-americano está muito aberto, mas a gente pode fazer uma análise profunda. Tem muitos jogadores, vamos dizer assim, aquele jogador que é extraclasse no seu país, o mercado não libera assim fácil para o Brasil também. Porque você vai procurar um jogador na Argentina, por exemplo. O argentino conhece futebol. Não é à toa que eles estão batendo na Copa do Mundo todo ano e tem o histórico de formação de bons atletas. Então, assim, quando você vai negociar um jogador com eles, se é um jogador que está performando muito bem, eles não liberam por menos de 5 milhões de dólares, eles não fazem o negócio – afirmou.

Foco em enxugar o elenco

Outra frente de trabalho é reduzir o número de jogadores no elenco. Vivian destacou que, desde que chegou, foram feitas 15 recolocações de atletas, desonerando o clube.

– Uma das frentes era enxugar um pouco o elenco, diminuir o custo desses jogadores, o custo para o Remo desses jogadores que não vinham performando, não vinham atuando. Então aí a gente já, com duas saídas de final de contrato, a gente fez, desde que eu cheguei aqui, 15 recolocações de jogadores. Isso é muita coisa, é muito difícil você fazer isso, desonerando o clube. Porque você emprestar o jogador pagando todo o salário, é fácil, o jogador querendo ir, mas você realmente conseguir um clube, alinhar todas as pontas, para que chegue num comum acordo de diminuir o custo do clube, para que o clube tenha fôlego para contratar outros, porque uma coisa às vezes depende da outra – explicou.

Antecipação da janela de transferências

Por fim, Vivian comentou sobre a janela extensa, que vai até início de setembro, e a estratégia de se antecipar.

– Essa janela que é extensa, que vai até início de setembro, ela acaba prejudicando um pouco também. Porque vão ter clubes da Série A que vão vender jogadores lá no final da janela, e vão ficar difíceis de repor. Vão haver clubes da Série B, que dependendo de como estão na tabela, no final da janela vão ter que gastar mais até do que planejavam para buscar reforços. Então, tentamos se antecipar o máximo possível, mas também com a responsabilidade financeira para não desequilibrar aqui as contas e tudo que o clube vem fazendo um trabalho excelente aí dentro das premissas financeiras. E a responsabilidade está cumprindo com suas obrigações com os atletas, comissão técnica, funcionários, estrutura, investindo na estrutura que é uma coisa necessária também – concluiu.