Ameaças de hackers impulsionam adoção da confiança zero nas empresas
Ameaças de hackers impulsionam confiança zero

Crescimento de ataques acelera migração para modelo de segurança mais rigoroso

O aumento expressivo de ataques cibernéticos tem levado empresas brasileiras a adotar o modelo de segurança conhecido como 'confiança zero' (zero trust). Segundo levantamento da consultoria Gartner, 60% das organizações no país já implementaram ou estão em processo de adoção dessa abordagem até 2025. O conceito, que preconiza que nenhum usuário ou dispositivo deve ser automaticamente confiável, mesmo dentro da rede corporativa, tornou-se prioridade para executivos de TI.

'A confiança zero não é mais uma opção, mas uma necessidade diante da sofisticação dos hackers', afirma Carlos Almeida, diretor de segurança da informação da empresa de tecnologia SafeNet. Ele destaca que o modelo reduz significativamente a superfície de ataque, pois exige verificação contínua de cada acesso.

Princípios da confiança zero e sua implementação

O modelo baseia-se em três pilares: verificação explícita de toda requisição, uso de acesso com privilégios mínimos e presunção de violação. Na prática, isso significa que cada acesso a sistemas e dados é monitorado e autenticado em tempo real, independentemente da origem. Empresas como Banco do Brasil e Petrobras já anunciaram projetos-piloto com a tecnologia.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Um estudo da IBM mostrou que organizações que adotam confiança zero reduzem em 40% o custo médio de violações de dados. 'Implementar confiança zero exige mudança cultural e investimento em ferramentas como autenticação multifator e segmentação de rede', explica Almeida.

Desafios na adoção e perspectivas futuras

Apesar dos benefícios, a transição enfrenta obstáculos como legado tecnológico e resistência de funcionários. 'Muitas equipes reclamam da burocracia adicional, mas a segurança não pode ser sacrificada pela conveniência', pondera o especialista. A expectativa é que até 2027, 80% das grandes empresas brasileiras estejam operando com confiança zero, segundo projeções da IDC.

Com a crescente regulamentação de proteção de dados, como a LGPD, a adoção do modelo também se alinha a exigências legais. 'A confiança zero oferece uma estrutura robusta para garantir conformidade e proteger informações sensíveis', conclui Almeida.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar