Após vista de Gilmar, pressão chega a Cármen Lúcia para barrar nova Lei da Ficha Limpa
Pressão sobre Cármen Lúcia para barrar nova Ficha Limpa

O pedido de vista do ministro Gilmar Mendes no julgamento sobre a nova Lei da Ficha Limpa gerou uma onda de pressão sobre a ministra Cármen Lúcia, que agora é vista como peça-chave para barrar a proposta no Supremo Tribunal Federal (STF). A ação questiona dispositivos do projeto de lei que amplia hipóteses de inelegibilidade e endurece regras para candidatos com condenações.

Contexto do julgamento

O STF analisa a constitucionalidade de trechos da Lei Complementar 135/2010, conhecida como Lei da Ficha Limpa, mas um novo projeto em tramitação no Congresso Nacional propõe alterações que, na visão de críticos, podem enfraquecer a lei original. O pedido de vista de Gilmar Mendes, ocorrido na última quarta-feira, interrompeu o julgamento e deu tempo para que articulações políticas e jurídicas ganhassem força.

Pressão sobre Cármen Lúcia

Entidades como a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) e movimentos de combate à corrupção têm intensificado contatos com gabinetes de ministros do STF, especialmente o de Cármen Lúcia. A ministra é considerada um voto crucial para a manutenção dos atuais parâmetros da Ficha Limpa, que impedem candidaturas de políticos condenados em segunda instância.

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Nos bastidores, a avaliação é que, se Cármen Lúcia acompanhar o relator, ministro Alexandre de Moraes, que já votou pela inconstitucionalidade de parte do novo projeto, a tendência é que a maioria do plenário rejeite as mudanças. No entanto, há receio de que a pressão política e a atuação de setores do Congresso possam influenciar o voto da ministra.

O que está em jogo

A nova proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados e em análise no Senado, reduz o prazo de inelegibilidade de oito para quatro anos e permite que condenados por crimes eleitorais possam se candidatar antes do trânsito em julgado. Para os defensores da lei original, isso representaria um retrocesso no combate à corrupção e à impunidade.

O julgamento no STF foi suspenso e não há data para retomada. Enquanto isso, a pressão sobre Cármen Lúcia deve aumentar, com manifestações de organizações da sociedade civil e possíveis reações de partidos políticos. A expectativa é que o caso seja resolvido antes das eleições municipais de 2028, mas o cenário ainda é incerto.

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