Bolsonaro nega ter autorizado vídeo com inteligência artificial
Bolsonaro nega autorização de vídeo com IA

O ex-presidente Jair Bolsonaro negou, por meio de sua assessoria, ter autorizado a criação de um vídeo gerado por inteligência artificial (IA) que viralizou nas redes sociais nos últimos dias. Em nota oficial divulgada nesta quinta-feira, a defesa de Bolsonaro classifica o material como 'falso' e 'manipulado', e afirma que a peça não reflete a posição do ex-mandatário.

Contexto do vídeo

O vídeo em questão utiliza a imagem e a voz de Bolsonaro, geradas por IA, para supostamente fazer declarações sobre temas políticos atuais. De acordo com assessores, o conteúdo foi produzido sem qualquer envolvimento do ex-presidente ou de sua equipe. 'Trata-se de uma montagem criminosa que visa desinformar a população', diz a nota.

Até o momento, não foi identificada a origem do vídeo. Especialistas em direito digital alertam que a disseminação de deepfakes pode configurar crime eleitoral e de difamação, especialmente em ano de campanha.

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Reações e impactos

A negativa de Bolsonaro ocorre em meio a um crescente debate sobre o uso de inteligência artificial na política. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já anunciou que investigará o caso. 'A utilização de IA para criar conteúdos falsos é uma ameaça à democracia', afirmou o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, em nota.

Analistas políticos apontam que o episódio pode reforçar a necessidade de regulamentação mais rígida para deepfakes. 'Independentemente de quem seja o alvo, a tecnologia precisa ser usada com responsabilidade', disse a professora de direito digital da USP, Laura Mendes.

Posicionamento oficial

A assessoria de Bolsonaro reiterou que o ex-presidente não autoriza qualquer tipo de produção audiovisual sem sua supervisão direta. 'Qualquer material que não tenha sido divulgado pelos canais oficiais deve ser tratado como falso', completa a nota. A defesa estuda medidas judiciais contra os responsáveis pela criação e disseminação do vídeo.

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