O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta quinta-feira (30) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “sinaliza” apoio à atuação de “bandidos” e “vagabundos” no Brasil. Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador declarou que a atual gestão encoraja as “facções criminosas”, permitindo que bandidos permaneçam “soltando fogos, em paz pelas ruas” em detrimento do povo brasileiro.
Críticas à política de segurança do governo
“Os marginais estão aí encorajados pelo atual governo, já que a todo momento o governo federal sinaliza para bandido, para vagabundo”, destacou Flávio. A declaração ocorreu durante a convenção nacional do PSB, que oficializou a continuidade de Geraldo Alckmin na chapa com Lula para a reeleição. O senador aproveitou para reforçar que, se eleito, “facção criminosa vai ser tratada como é: organização terrorista”.
Reação à inclusão do PCC e Comando Vermelho em lista terrorista dos EUA
A fala de Flávio ocorre após os Estados Unidos terem incluído, em 5 de julho, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho na lista de organizações terroristas internacionais. Essa medida gerou descontentamento no governo brasileiro, com o Palácio do Planalto e membros do Judiciário avaliando que o tema pode representar um precedente para interferência externa e ameaçar a soberania nacional no que tange a segurança pública. Em contraponto, Flávio defendeu punições mais severas para criminosos e afirmou que os policiais federais voltarão “a ser honrados” e terão autonomia para trabalhar.
Promessas de campanha e críticas a leis brandas
“Vagabundo perigoso vai ficar muito mais tempo preso. Nossos policiais federais, vocês voltarão a ser honrados. Vão voltar a ter autonomia para trabalhar. Vão voltar a correr atrás de bandido e não de adversário do atual governo”, destacou. O senador também postou no Twitter: “Facção criminosa vai ser tratada como o que é: organização terrorista. Traficante não vai mais ser protegido por lei branda. E ladrão de celular vai parar de rir da cara do trabalhador. O Brasil cansou de ter medo. Pode anotar: com a gente, quem escolheu o crime vai pagar por…”
O InfoMoney entrou em contato com o governo Lula questionando sobre as falas de Flávio, mas até o momento não obteve retorno. A declaração do senador acirra o debate sobre segurança pública e a relação entre os poderes, especialmente após a decisão dos EUA de classificar o PCC e o Comando Vermelho como terroristas, o que pode ter implicações diplomáticas e jurídicas para o Brasil.



