Uma pintura do século 16, 'O Suicídio de Saulo', de Pieter Brueghel, o Velho, tem sido usada nas redes sociais como suposta prova de que humanos e dinossauros coexistiram. A obra, datada de 1562, mostra ao fundo criaturas de pescoço longo que alguns interpretam como saurópodes. No entanto, especialistas apontam que se trata de camelos mal representados, comuns na arte renascentista.
O equívoco começou com uma postagem no Instagram que atribuía a pintura a um inexistente 'Peter Bruce Gale', mas ela é de autoria de Pieter Brueghel, um mestre flamengo. A cena retrata o suicídio do rei Saul, conforme a Bíblia, que menciona camelos no contexto. Artistas da época frequentemente desenhavam animais exóticos sem conhecê-los, resultando em figuras distorcidas.
Segundo o site IFLScience, a representação de camelos na obra é pouco realista, mas isso não indica dinossauros. O fenômeno é similar a outras 'descobertas' virais, como uma pintura de 1860 onde uma mulher foi confundida com alguém usando um smartphone, quando na verdade segurava um livro de orações. A curadora Julia Perratore, do Met, explica que tais decisões artísticas refletiam as informações disponíveis, não falta de habilidade.
No Reddit, usuários ironizam a teoria, comparando-a a avistamentos do Pé Grande. A pintura original está no Kunsthistorisches Museum, em Viena, sem qualquer mistério. Assim, a suposta prova de convivência entre humanos e dinossauros é desmentida pela análise histórica e artística.



