Reabertura do Estreito de Ormuz enfrenta desafios logísticos e de segurança
Reabertura do Estreito de Ormuz enfrenta desafios logísticos e de segurança

O acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra, anunciado no domingo (14), prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do suprimento mundial de petróleo. Apesar do entusiasmo dos mercados financeiros, especialistas alertam que o processo será complexo e demorado.

A agência grega de gestão de riscos marítimos Marisks afirmou que o acordo deve ser visto como o início de uma desescalada, e não como a restauração imediata das condições normais de comércio. A remoção de minas navais instaladas pelo Irã durante o conflito é um pré-requisito para a navegação segura, e a chefe de análises de energia da Kpler, Amena Bakr, estimou que esse trabalho levaria seis meses.

Após a remoção, observadores independentes precisarão verificar a segurança da via marítima. O ministro alemão do Exterior, Johann Wadephul, afirmou que a Alemanha considerará participar de operações de remoção de minas apenas quando ficar claro que os combates cessaram e que EUA e Irã apoiam a missão. Alemanha, França, Reino Unido e Itália já manifestaram disposição para apoiar a retomada da navegação.

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Mesmo com o estreito livre, as empresas de navegação enfrentarão custos mais altos de seguro contra riscos de guerra, atualmente entre 1% e 4% do valor da embarcação por travessia, contra menos de 0,1% antes da guerra. Para um petroleiro típico de 200 milhões de dólares, isso significa custos adicionais de 2 a 8 milhões de dólares por travessia.

Segundo a Bloomberg, cerca de 300 navios carregados estão parados no Golfo Pérsico, enquanto outros 250 vazios aguardam carregamento. No Golfo de Omã, aproximadamente 300 petroleiros vazios também estão retidos. O chefe global de pesquisa da Oil Brokerage Ltd, Anoop Singh, destacou que proprietários de navios avaliarão os riscos de forma diferente, com japoneses, coreanos e chineses sendo menos propensos a assumir riscos elevados.

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