Rubio diz a congressistas que Trump quer comprar a Groenlândia em vez de invadi-la
Rubio diz a congressistas que Trump quer comprar a Groenlândia em vez de invadi-la

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, informou a legisladores que o presidente Donald Trump planeja comprar a Groenlândia em vez de invadi-la. A declaração foi feita em uma reunião na segunda-feira (5) com membros dos principais comitês de serviços armados e política externa do Congresso. No mesmo dia, Trump pediu a seus assessores que apresentassem um plano atualizado para adquirir o território, segundo autoridades americanas.

A reunião no Congresso focava a Venezuela, mas os legisladores levantaram preocupações sobre as intenções de Trump em relação à Groenlândia devido a comentários agressivos feitos esta semana pelo presidente e por Stephen Miller, um assessor importante. Rubio não entrou em detalhes sobre o que quis dizer com a compra do território. Trump, que passou décadas como incorporador imobiliário em Nova York, cobiça a Groenlândia desde seu primeiro mandato.

A Groenlândia é um território semiautônomo pouco povoado dentro das fronteiras soberanas da Dinamarca, membro da Otan. Copenhague estabeleceu controle colonial sobre a ilha no século 18 e permitiu que se tornasse semiautônoma no século 20. Na terça-feira (6), líderes de seis nações da Otan — Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha e Polônia — se uniram à primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, para emitir uma declaração conjunta contra as afirmações de Trump.

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Os países afirmaram que a segurança no Ártico deve ser alcançada coletivamente, respeitando a soberania e a integridade territorial. "A Groenlândia pertence ao seu povo", acrescentaram. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que Trump não descartou uma invasão americana à Groenlândia, afirmando que adquirir o território é uma prioridade de segurança nacional e que usar o Exército é "sempre uma opção".

Alguns legisladores manifestaram preocupação. A senadora Jeanne Shaheen, democrata de New Hampshire, e o senador Thom Tillis, republicano da Carolina do Norte, emitiram uma declaração conjunta dizendo que os EUA devem respeitar seus aliados. "Qualquer sugestão de que nossa nação submeteria um aliado da Otan à coerção ou pressão externa mina os princípios de autodeterminação", escreveram.

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