Os ex-governadores Romeu Zema (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) elevaram o tom contra o governo federal, responsabilizando a política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo recente tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Em pronunciamentos separados, ambos evitaram mencionar o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que vem sendo acusado por setores da esquerda de influenciar a decisão norte-americana.
Críticas à condução das relações internacionais
Zema classificou a taxação como “inaceitável” e de caráter protecionista, argumentando que a medida reflete a falta de credibilidade do Brasil no cenário internacional. “O governo Lula erra ao afastar o Brasil dos seus tradicionais parceiros comerciais. O tarifaço é consequência de uma política externa que não inspira confiança”, declarou o ex-governador de Minas Gerais.
Já Caiado lamentou o que chamou de “perda de uma política de Estado no Itamaraty”. Para ele, o Brasil precisa urgentemente reabrir canais de diálogo com os Estados Unidos. “Não podemos permitir que divergências ideológicas prejudiquem nossa economia. O caminho é o diálogo, não o confronto”, afirmou o ex-governador de Goiás.
Reações e desdobramentos
As declarações ocorrem em meio a um cenário de tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos. Enquanto a oposição acusa o governo Lula de isolar o país, a base aliada defende a postura do Planalto e aponta supostas interferências de Flávio Bolsonaro. Zema e Caiado, no entanto, preferiram não entrar nesse mérito, concentrando suas críticas na condução da política externa.
Analistas políticos avaliam que o tarifaço pode impactar setores como o agronegócio e a indústria, gerando pressão sobre o governo nas próximas semanas. A expectativa é que o Itamaraty busque uma saída negociada, mas, por enquanto, o discurso dos pré-candidatos indica que o tema será central na campanha eleitoral.



