O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira que o acordo nuclear civil entre os EUA e a Arábia Saudita está condicionado à adesão de Riad aos Acordos de Abraão, que normalizam as relações com Israel. A declaração foi feita em uma postagem no Truth Social.
Detalhes do acordo nuclear
Os EUA e a Arábia Saudita anunciaram na quarta-feira um acordo que permite ao reino enriquecer urânio e construir reatores nucleares com tecnologia norte-americana, sem exigir inspeções surpresa da ONU, como Washington exigia anteriormente do Irã. O pacto precisa ser aprovado pelo Congresso dos EUA para entrar em vigor.
Trump escreveu: “O Acordo Nuclear Civil (Não haverá enriquecimento de material!)… diz respeito apenas ao uso não militar, como o que o Irã e os Emirados Árabes Unidos (e outros) já possuem; será aprovado, mas está totalmente condicionado à adesão da Arábia Saudita aos muito respeitados e bem-sucedidos Acordos de Abraão”.
Posição da Arábia Saudita
A Embaixada da Arábia Saudita em Washington não comentou imediatamente. Historicamente, Riad condiciona a assinatura dos Acordos de Abraão a um roteiro para a criação de um Estado palestino. Os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein assinaram os acordos em 2020, seguidos por Marrocos e Sudão, tornando-se os primeiros países árabes a reconhecer Israel em 25 anos.
Impacto e controvérsias
O acordo permite à Arábia Saudita enriquecer urânio e reprocessar resíduos nucleares, atividades que podem levar à obtenção de armas nucleares. Os Emirados Árabes Unidos renunciaram a ambas quando assinaram acordo similar em 2009. O governo Trump afirmou que o pacto está em conformidade com a Lei de Energia Atômica dos EUA, considerada uma das mais rigorosas do mundo em não proliferação.
A Arábia Saudita, maior exportadora mundial de petróleo, disse que o acordo apoia a diversificação de fontes de energia e inclui os mais altos padrões internacionais de segurança nuclear, proteção e não proliferação.



