Tereza Cristina: 'ainda não' é hora de aplicar Lei da Reciprocidade aos EUA
Tereza Cristina: 'ainda não' é hora de Lei da Reciprocidade

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) declarou que 'ainda não' é o momento apropriado para aplicar a Lei da Reciprocidade aos Estados Unidos. A afirmação foi feita durante entrevista nesta segunda-feira, em Brasília. A parlamentar foi uma das principais articuladoras para a aprovação da norma, que autoriza o Brasil a adotar medidas de retaliação contra políticas unilaterais de outros países.

Contexto da Lei da Reciprocidade

Aprovada recentemente, a Lei da Reciprocidade visa dar ao governo brasileiro instrumentos para reagir a ações comerciais ou diplomáticas consideradas desleais ou prejudiciais. A norma foi amplamente discutida no Congresso e contou com forte apoio de setores do agronegócio, especialmente após tensões comerciais com parceiros internacionais.

Posicionamento da senadora

Tereza Cristina, que também é ex-ministra da Agricultura, ponderou que o uso da lei deve ser avaliado com cautela. 'Precisamos analisar o momento e as consequências. Não adianta agir por impulso', afirmou. Segundo ela, o diálogo com os EUA ainda é o melhor caminho para resolver divergências.

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A senadora destacou que a lei não é uma ameaça, mas uma ferramenta de defesa. 'Ela existe para ser usada quando necessário, mas não agora', completou. A declaração ocorre em meio a negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, que envolvem tarifas e barreiras não tarifárias.

Impactos no agronegócio

O setor agrícola brasileiro, um dos mais afetados por medidas protecionistas, acompanha de perto o debate. Especialistas apontam que a aplicação da Lei da Reciprocidade poderia gerar retaliações e afetar exportações. Por outro lado, defensores da norma argumentam que ela fortalece a posição do Brasil em negociações internacionais.

Tereza Cristina enfatizou que a decisão final cabe ao governo federal, mas que o Congresso estará atento. 'Vamos monitorar e, se for preciso, agir. Mas por enquanto, o melhor é manter o diálogo', concluiu.

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