Lula quer fortalecer relação com os EUA e negociar diretamente com Trump
Lula busca fortalecer laços com EUA e negociar com Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em reunião ministerial, que deseja fortalecer a relação com os Estados Unidos. A estratégia do governo para evitar um novo tarifaço envolve isolar o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e buscar uma negociação direta com o presidente Donald Trump.

Análise da equipe presidencial

Segundo assessores de Lula, a avaliação é que Rubio está ideologicamente alinhado à família Bolsonaro, enquanto Trump estaria mais aberto a negociações com o Brasil. O presidente quer um contato direto com Trump para saber se ele mantém disposição de negociar ou se adotará medidas alinhadas aos interesses de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, e de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Posição ideológica de Rubio

Por enquanto, a equipe presidencial acredita que Marco Rubio está fazendo prevalecer sua posição ideológica contra o governo Lula, o que ele já externou publicamente. Já Donald Trump poderia manter uma atitude mais favorável ao presidente brasileiro.

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Cenário de tarifaço

Se Trump indicar mudança de postura, a equipe de Lula entenderá que os EUA vão aplicar um novo tarifaço, e o Brasil terá de reagir com base na Lei da Reciprocidade, aprovada recentemente pelo Congresso Nacional. Uma concessão aos Estados Unidos em pontos estratégicos, como o Pix, está totalmente descartada.

Estratégia eleitoral

Essa posição já está definida dentro do governo brasileiro e será usada na campanha eleitoral contra Flávio Bolsonaro. Em caso de tarifaço, a equipe de Lula vai reforçar o discurso de que Flávio Bolsonaro se alinhou ao governo Trump, que defende mudanças no Pix que poderiam prejudicar os brasileiros. Esse tom já se mostrou eficiente para desgastar o pré-candidato do PL.

Encontro no G7

A expectativa do governo brasileiro é que Lula possa se encontrar com Trump na reunião do G7, que ocorrerá na França entre os dias 15 e 17 de junho. Na reunião ministerial desta semana, Lula disse ter decidido comparecer ao evento exatamente para tentar se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, que, a princípio, havia confirmado presença.

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