O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que, se eleito, reaproximará o Brasil de Israel e tornará o país um “vetor de paz e de alianças entre nações amigas”. A declaração ocorreu durante evento em Buenos Aires, na Argentina, no domingo (26).
Promessa de transferência da embaixada
“Em 2027, o Brasil não apenas voltará a ter embaixador em Israel, como dará o passo de transferir sua embaixada para a capital: Jerusalém. Mais do que isso, o Brasil deixará de ser um vetor de instabilidade para tornar-se um vetor de paz e aliança”, declarou Flávio em discurso em espanhol.
A mudança da embaixada de Tel Aviv para Jerusalém é uma medida defendida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas não implementada. A medida é vista como um aceno ao público evangélico, que associa Jerusalém a um local sagrado.
Críticas a Lula e à política externa
Durante o evento, o senador também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a condução da política externa brasileira, afirmando que o governo rompeu a relação diplomática com Israel, além de ter emitido declarações problemáticas sobre a guerra em Gaza.
“Hoje, na prática, não existe relação diplomática entre Brasil e Israel. […] O Irã tem um embaixador no Brasil, enquanto alguns dos regimes mais ditatoriais e sanguinários do mundo mantêm uma relação diplomática plena e normal com o Brasil, sem o menor desconforto. Falo com convicção, Lula é antissemita”, destacou.
O Brasil não possui embaixador em Israel desde maio de 2024, quando Lula oficializou a saída definitiva do representante brasileiro após o aprofundamento da guerra em Gaza e após o presidente ter sido declarado “persona non grata” pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, por não tomar o lado israelense do confronto.
Combate ao terrorismo e Acordos de Abraão
Flávio acrescentou que, se eleito, o principal pilar do seu governo será o combate ao terrorismo, ao antissemitismo e ao narcotráfico, além de aderir aos Acordos de Abraão, conjunto de propostas para a normalização das relações diplomáticas entre judeus e árabes mediada pelo presidente norte-americano Donald Trump.



