Witzel desiste da pré-candidatura e apoia Garotinho no RJ
Witzel desiste da pré-candidatura e apoia Garotinho no RJ

O ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (Democratas) desistiu da pré-candidatura ao Palácio Guanabara e anunciou apoio ao também ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) na disputa pelo governo do estado. A confirmação foi dada à TV Globo neste sábado (1º).

De acordo com Witzel, a decisão tem como objetivo unir forças no campo da centro-direita para fortalecer a candidatura de Garotinho nas eleições de 2026. A estratégia é levar o candidato do Republicanos ao segundo turno, onde ele enfrentaria o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD). Para alcançar esse resultado, será necessário superar o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), que também deve disputar o Palácio Guanabara.

Principais pontos da decisão

  • Witzel deixou de ser pré-candidato do Democratas ao governo do RJ.
  • Ele declarou apoio oficial a Anthony Garotinho, do Republicanos.
  • A meta é unir a centro-direita e garantir a presença de Garotinho no segundo turno.
  • O adversário a ser superado no primeiro turno inclui Douglas Ruas, do PL.
  • Eduardo Paes, do PSD, é o principal adversário na provável disputa do segundo turno.
  • Witzel havia lançado a pré-candidatura em 8 de julho, após recuperar os direitos políticos.

Apoio de um ex-governador a outro

Com a decisão, Witzel passa a integrar a campanha de Garotinho, que assim como ele já governou o estado. A aliança reúne duas lideranças com histórico eleitoral no Rio e representa uma reconfiguração do polo de centro-direita na sucessão fluminense. Até então, a pré-candidatura de Witzel pelo Democratas era vista como uma alternativa própria nesse campo.

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O apoio foi anunciado em um momento em que as legendas ainda negociam coligações e composições para o pleito. A movimentação pode influenciar outras decisões partidárias e realinhar apoios, tanto na capital quanto no interior do estado.

Mudança de rumo em menos de um mês

A desistência de Witzel ocorre menos de um mês após o lançamento oficial da própria pré-candidatura. No dia 8 de julho, ele havia apresentado sua pré-candidatura pelo Democratas em um evento na sede do partido. Na ocasião, Witzel marcou o retorno ao cenário eleitoral fluminense depois de recuperar os direitos políticos, que haviam sido perdidos em decorrência do impeachment sofrido em 2021.

Durante o evento, o ex-governador adotou um discurso de enfrentamento político, defendeu a retomada de políticas implementadas na sua gestão e convocou a população a “retomar o Rio”. Agora, contudo, ele decidiu recuar e apoiar Garotinho. A reviravolta muda o desenho da disputa e coloca Witzel como peça-chave na articulação da candidatura do Republicanos.

O cenário da sucessão no Rio

Com a saída de Witzel, o quadro eleitoral estadual passa a ter, entre os principais protagonistas, o ex-prefeito Eduardo Paes, o presidente da Alerj, Douglas Ruas, e o ex-governador Anthony Garotinho. A avaliação de Witzel é que uma candidatura unificada da centro-direita pode ampliar as chances de chegar ao segundo turno, evitando que votos sejam dispersos entre vários postulantes.

Garotinho, por sua vez, herda explicitamente o apoio de Witzel. A aliança, segundo o ex-governador do Democratas, é uma resposta à necessidade de reorganização das forças políticas que se opõem a Paes no estado. Caberá à campanha do Republicanos converter esse apoio em palanque, tempo de televisão e estrutura de rua.

Próximos passos da articulação

Agora, a aliança precisará ser formalizada nos bastidores partidários e, posteriormente, nas convenções. A resposta de Democratas e Republicanos ao novo desenho ainda não foi oficializada, mas a declaração de Witzel já sinaliza o alinhamento das duas lideranças.

O anúncio também deve pressionar outras candidaturas da centro-direita a se reposicionarem. Douglas Ruas, que é apontado como um dos principais concorrentes no campo conservador, segue com a pré-candidatura pelo PL, mas a união de Witzel e Garotinho tende a concentrar a disputa em menos nomes no primeiro turno.

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Nos próximos dias, a expectativa é que novas manifestações de apoio e possíveis acordos sejam anunciados. A campanha ao Palácio Guanabara segue em movimento, e a decisão de Witzel é o mais recente capítulo das articulações para as eleições de 2026.